quinta-feira, 2 de março de 2023

Atores - 23

ROBERT CONRAD

Nascido Conrad Robert Falkowski, em Chicado a 1 de março de 1935 e falecido em Malibu aos 8 de fevereiro de 2020, Robert Conrad foi um radialista e ator de sucesso no cinema e televisão.

Seu sucesso maior foi protagonizando a série James West, entre 1965 e 1969. Mas antes disso, trabalhou em vários ofícios, tendo sido inclusive pugilista.

Seu primeiro filme – uma produção muito simples e de baixo orçamento, foi considerada pelo próprio como medíocre. Mas isso incentivou-o a estudar artes cênicas.

Antes disso, porém, chegou a ser cantor de rock e participou de vários programas de rádio na década de 1950, com o nome de Bob Conrad, cantando também em bares e boates na noite.

Foi quando conheceu o ator Nick Adams, com quem estabeleceu longa amizade e lhe deu as primeiras reais chances como ator, participando em pontas de seriados de TV.

Aos poucos Robert Conrad foi se familiarizando com o veículo e ganhando espaço, devido a sua beleza e seu físico. Seu primeiro seriado de mais destaque foi Hawalian Eye.

O estrelato chegou com The Wild Wild West (James West), ao lado de Ross Martin.

Foi casado duas vezes e teve oito filhos, cinco da união com Joan Kenlay, entre 1952 e 1977 e mais três com LaVeida Ione Fann, 1983 a 2010.

Curiosidade: em 1964 estrelou um filme espanhol onde apareceu ao lado da então famosa atriz Marisol. Neste filme Conrad cantou algumas músicas e dizem - porém não provam - que naquela época, chegou aa vender mais discos que os Beatles na Espanha.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

BASTIDORES - 03

MULHER GATO E JAMES STEFFEN

Nos anos 1960, quando fervilhavam os mais diversos seriados – a maioria de grande sucesso mundial – era comum os artistas de trabalhos diferentes se encontrarem nos bastidores.

A foto (clique na imagem para ampliar) mostra num encontro a lindíssima Julie Newmar (a Mulher-Gato de Batman) e Dick Sargent (o segundo James Stephens de A Feiticeira).

Eles encontraram-se nos bastidores e, amigos de longa data, aproveitaram para colocar a conversa em dia.

Os dois, inclusive, chegaram a trabalhar juntos antes de Batman e A Feiticeira

Em 1963 Julie e Dick atuaram no longa For Love or Money (Por Amor ou Dinheiro), uma comédia romântica estrelada por Kirk Douglas (o filme ficou raro por apresentar Kirk em uma comédia, já que ficou famoso por filmes épicos ou westerns). 

Julie, em 2023 com 89 anos (fará 90 em 13 de agosto) foi uma excelente atriz, que soube explorar muito bem suas belíssimas formas e a Mulher-Gato é um belo exemplo disso.

Mas suas formas e a beleza natural de certa maneira a atrapalharam um pouco e ela teve de lutar para mostrar que era, acima de tudo, uma excelente atriz.

Continua muito linda, mesmo com idade avançada.

Dick tem uma curiosidade: originalmente foi escalado para ser James em A Feiticeira, mas não aceitou por estar envolvido em outro projeto. Então o papel foi assumido por Dick York, que atuou em cinco temporadas.

York, entretanto, tinha sérios problemas de coluna e teve de afastar-se. Foi quando Sargent aceitou o papel e viveu James nas três últimas temporadas.

Era muito amigo de Agnes Moorehead, a Endora, que não tinha bom relacionamento com Dick York, com o qual trocava farpas nos bastidores da série.

Sargent, que era homossexual, faleceu em 1994, aos 64 anos. Atuou também em outras séries na época áurea como O Homem de Seis Milhões de Dólares, Ilha da Fantasia, Daniel Boone, As Panteras e Jeannie é um Gênio.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

ESPORTES RADIO E TV - 09

A IRREVERÊNCIA DE SYLVIO LUIZ

Nascido Sylvio Luiz Perez Machado de Souza em 14 de julho de 1934 na cidade de São Paulo, Sylvio Luiz tem a veia artística desde seu nascimento.

Sua mãe foi Elizabeth Darcy, locutora e apresentadora de rádio de muito sucesso nos anos 1950/1960 e sua esposa Márcia é uma grande cantora (hoje aposentada), que dentre outros sucessos é lembrada por Eu e a Brisa, um sucesso eterno do cancioneiro popular. Verinha Darcy, irmã de Sylvio, também foi atriz.

Sylvio, que já foi árbitro de futebol, encontrou no esporte sua grande vocação, não com o apito na boca, mas sim com um microfone.

Repórter, comentarista e narrador, ele já fez de tudo um pouco, deixando sua marca irreverente e muito bem-humorada em todos os seus trabalhos.

O que pouca gente sabe é que a estreia de Sylvio na TV foi como ator. Ele foi Julinho, filho de Dona Lola na primeira versão da novela Éramos Seis, na Record. Sua segunda – e última – novela foi Cela da Morte, também na Record.

Como jornalista esportivo, trabalhou nas TVs Record, Paulista, Excelsior, Manchete, SBT e Band, passando ainda pelas rádios Bandeirantes e Record.

Mestre em criar bordões em suas transmissões como “olho no lance”, “pelas barbas do profeta”, “foi, foi, foi, foi ele” e “confira comigo no replay” dentre tantos outros, o narrador aos 88 anos segue em atividade, transmitindo jogos do Campeonato Paulista pela internet.  


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

CURIOSIDADES - 11

O MENINO QUE HOJE É UM VETERANO DE RESPEITO

A foto (clique na imagem para ampliar) é de 1958 e mostra cena do teledrama Horas de Desespero, levado ao ar pela TV Paulista que anos mais tarde seria a TV Globo.

Em cena dois artistas que acabaram ficando pouco conhecidos do grande público, mas os dois do centro, são bem conhecidos e lembrados até hoje.

Na extrema esquerda, Helena Samara e na extrema direita Waldir Guedes. Nos primórdios da televisão, ambos vieram do rádio, onde eram nomes de destaque.

No centro da foto, Heloísa Mafalda, que viria brilhar intensamente nas mais diversas novelas globais como Gabriela (Maria Machadão), Roque Santeiro (Dona Pombinha Abelha) e também foi a Dona Nenê na primeira versão de A Grande Família, entre muitos outros grandes trabalhos.

Mas o que chama a atenção é o garotinho em cena. Trata-se de Osmar Prado, então com 11 anos, já fazendo sucesso na TV. Ele viria brilhar na Globo em papéis memoráveis como Tabaco (Roda de Fogo), Sérgio cabeleira (Pedra sobre Pedra), Tião Galinha (Renascer) e o Véio do Rio (Pantanal – segunda versão).

Helena Samara é o nome artístico de Lia Kaine, nascida em Belo Horizonte em 19 de julho de 1933. Foi atriz e dubladora e faleceu em São Paulo, em 08 de novembro de 2007, aos 74 anos.

Valdir Guedes nasceu em São Paulo em 09 de julho de 1936 e faleceu em 01 de julho de 1984, também em São Paulo, próximo de completar 48 anos. Foi radioator, ator e dublador.

Heloísa Mafalda nasceu Mafalda Theotto, na cidade de Jundiaí em 18 de setembro de 1924 e faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de maio de 2018, aos 93 anos. Uma radioatriz e atriz da maior qualidade que, vitimada pelo Mal de Alzheimer, morreu sem ter a mínima ideia da importância que seu nome representou para a teledramaturgia nacional.

Osmar Prado, batizado como Osmar do Amaral Barbosa, nasceu em São Paulo em 18 de agosto de 1947 e está com 75 anos, sendo o único ainda vivo da foto.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

EM 3 TEMPOS - 19

JUNE LOCKHARD

Quando se fala em June Lockhard, a primeira lembrança que nos vem é a de Maureen Robinson em Perdidos no Espaço (1965 a 1968). Mas essa grande atriz tem uma bela e longa carreira.

Neste 2023 ela irá completar nada menos de 98 anos e ainda é uma linda mulher. Nascida em 25 de julho de 1925, ela iniciou sua carreira aos 08 anos.

Antes de fazer sucesso em Perdidos, como a matriarca da família, também foi mãe em Lassie, de 1958 a 1964.

Ela tem duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood, uma por seu trabalho no cinema e outra pela televisão e por Perdidos, ganhou da Nasa a Medalha Excepcional de Realização Pública.

Além de atuar em teatro, cinema e televisão, a atriz é apaixonada por rock and roll, segundo confirmou Billy Mumi, o Will Robinson, que foi seu filho em Perdidos.

Atualmente June curte merecida aposentadoria, mas em 2021, fez a voz do Controle Alfa na série Perdidos no Espaço da Netflix.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

BASTIDORES – 02

DESCONTRAÇÃO NO ESPAÇO

Em um intervalo das gravações do seriado Perdidos no Espaço, Billy Mumy toca violão descontraidamente para a dança de Marta Kristen, sob a observação do Robô, que parece dançar também.

Billy deu vida ao jovem Will Robinson o caçula da família e Marta foi a filha mais velha Judy. Havia também a filha do meio, Penny, interpretada por Angela Cartwright.

Já o Robô, que em vários episódios acabou roubando a cena, era interpretado pelo ator Bob May.

Em 2023, Billy Mumy tem 69 anos e Marta, 77. Já Bob May faleceu em 2009, aos 69 anos. Se vivo, teria hoje 83 anos.

Perdidos no Espaço (Lost in Space) foi um seriado de grande sucesso mundial, criado por Irwn Allen, exibido entre 1968 e 1970, com 84 episódios e distribuído pela 20th Century Fox Television. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

FOTOS HISTÓRICAS - 03

ESTÁDIO PAULO MACHADO DE CARVALHO – PACAEMBU

Inaugurado em 27 de abril de 1940, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o histórico Pacaembu, foi durante mais de 25 anos, o principal estádio da capital paulista.

Idealizada pela Prefeitura de São Paulo em 1936, quando o prefeito era Fábio Prado e o governador paulista era Armando Sales de Oliveira, o Pacaembu foi inaugurado em 1940, sob a administração municipal de Prestes Maia e com Ademar de Barros como interventor federal. A inauguração contou com a presença do Presidente Getúlio Vargas (recebido com sonora vaia).

A estreia, contando com mais de 50 mil presentes, teve desfiles cívicos. No dia seguinte, 28 de abril, o primeiro jogo, com o início do Torneio Taça Cidade de São Paulo, em que participaram o Palestra Itália (atual Palmeiras), Corinthians, Coritiba e Atlético Mineiro, teve a vitória do Palestra sobre o Coritiba, de virada, por 6x2. O primeiro gol foi marcado por Zequinha, do Coritiba, com dois minutos de jogo. O Palestra foi o primeiro clube a sagrar-se campeão.

O Pacaembu abrigou jogos da Copa do Mundo de 1950, acompanhou o auge de Pelé nos anos de ouro do Santos Futebol Clube e passou por várias reformas. Era tido como o estádio mais charmoso de São Paulo.

Foi palco de inúmeras decisões no âmbito paulista, nacional e internacional, com vários torneios e campeonatos como a Libertadores da América.

Há inúmeras fotos que podem ilustrar a grandiosidade e a beleza do Pacaembu. Essa, entretanto, é uma das mais lindas. Uma vista aérea com a Praça Charles Muller, o estádio totalmente lotado e, ao fundo, a antiga concha acústica, que anos após deu lagar ao Tobogã.

Clique na foto para ampliar.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

VILÃS E VILÕES - 09

MARIA DE FÁTIMA ACIOLY (GLÓRIA PIRES)

Em 1988 a novela Vale Tudo ganhou o Brasil, tendo como protagonistas Regina Duarte (Raquel Acioli), Antonio Fagundes (Ivan Meireles) e Beatriz Segal (Odete Roitman).

Em meio a tantas feras e outras mais como Renata Sorrah (Heleninha), Nathália Thimberg (Celina), Carlos Alberto Riccelli (César Ribairo) , um destaque muito especial deve ser feito à Glória Pires, que deu vida, magistralmente, a Maria de Fátima Acioli.

Sem escrúpulos e sem medidas para se dar bem na vida, vendeu a casa da própria mãe, aliou-se a um ex-modelo decadente e mau-caráter e ainda acabou com o com o noivado de um ricaço para casar-se com ele, dando o chamado golpe do baú.

A interpretação de Glória Pires foi espetacular e ela, embora jovem, atuou nas mesas condições de veteranos como Regina Duarte, Beatriz Segall e Nathalia Thimberg.

Se Odete Roitman, magistral interpretação de Beatriz Segall é considerada por muitos a maior vilã da história das telenovelas, Maria de Fátima não fica atrás.

Em 1988, quando a novela foi ao ar, Glória Maria Cláudia Pires de Moraes tinha 25 anos e estava chegando precocemente, ao auge de sua brilhante carreira.

Vale Tudo foi um dos maiores sucessos das novelas brasileiras. Escrita por Gilberto Braga, teve a colaboração de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.

O elenco contava com grandes nomes e o encaixe entre elenco/direção foi perfeito.

Mesmo os coadjuvantes estiveram excelentes e a pergunta "quem matou Odete Roitman?" tomou conta do Brasil.

Em meio a tantas feras, Glória Pires conseguiu destacar-se de forma brilhante.   

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

BASTIDORES - 01

DESCONTRAÇÃO DE TARZAN

Não há dúvidas de que Johnny Weissmuller é o mais famoso, mais querido e mais cultuado Tarzan de todos os tempos.

Em 1936 ele filmou Tarzan Escapes (A Fuga de Tarzan) filme em que encarnava o Homem Macaco pela terceira vez no cinema e tinha a companhia de Maureen O’Sullivan como Jane (ela também acabou imortalizada como a melhor Jane de todos os tempos).

A foto mostra um momento de descontração de Johnny em um intervalo das gravações, brincando de jogar golfe.

Johnny era um grande amante do esporte e antes de ser o Tarzan das telas, havia sido campeão olímpico de natação. Nas Olimpíadas de 1924 e 1928, conquistou cinco medalhas de ouro.  

E uma curiosidade: quando descobriu que podia nadar mais rápido que os crocodilos, o ator simplesmente dispensou os dubles nas cenas em que tinha de contracenar com as feras.

O filme estreou em 6 de novembro de 1936 e Johnny tinha, na época, 31 anos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

EM FAMÍLIA - 18

OS APATETADOS IRMÃOS HOWARD

Embora os três irmãos nunca tenham atuado juntos na telinha e na telona, eram muito unidos e donos de grande sucesso.

O grupo Os Três Patetas (The Three Stooges nos EUA e Os Três Estarolas em Portugal) manteve-se em atividade por muitos anos.

A primeira formação teve Moe Howard, Larry Fine e Shemp Howard. Moe e Shemp eram irmãos. Shemp retirou-se do grupo em 1932 para seguir carreira solo, quando seu lugar foi preenchido por Curly Howard, o irmão caçula.

Além de Moe, Shemp e Curly, os irmãos, Larry Fine teve presença do início ao fim da existência do grupo. Joe Besser substituiu Shemp e Joe DeRita, que foi renomeado como Curly-Joe.

Estrelando longas e inúmeros curtas-metragens, Os Três Patetas era o máximo em humor pastelão e o sucesso atingiu a todas as idades.

Dos seis atores que fizeram de Os Três Patetas o trio mais biruta das telas, apenas Moe e Larry atuaram do início ao fim, sendo que os outros quatro, Shemp, Curly, Joe e Curly-Joe revezaram-se como o terceiro biruta.

O que aconteceu a cada um dos Patetas

Shemp – fez parte da primeira formação, mas acabou saindo em 1932 para fazer carreira solo, quando seu lugar foi ocupado pelo irmão caçula Curly. Quando Curly faleceu precocemente, Shmp voltou. O ator faleceu em 22 de novembro de 1955, aos 60 anos, quando estava em um taxi, voltando de uma luta de boxe, um de seus passatempos favoritos. No taxi, sofreu um ataque fulminante.

Curly – para muitos fãs, foi o pateta mais engraçado principalmente por sua postura mais infantil e ingênua. Com a saída de Shemp, ficou 12 anos no grupo e em 6 de maio de 1946, enquanto esperava para uma filmagem, sentou-se na cadeira do diretor Jules White, quando sofreu um derrame cerebral.  Ele já havia tido outros derrames e vários problemas de saúde. Tudo isso o levou a ficar parcialmente paralisado e em cadeira de rodas. Sua morte aconteceu em 18 de janeiro de 1952, aos 48 anos.

Moe – o líder do patetas nasceu Moses Harry Horwitz e ficou do início ao fim do grupo. Com fama de mau, de dominador e de ranzinza, era um dos mais queridos. Tinha, porém, o vício do fumo. Como fumante compulsivo, faleceu em 4 de maio de 1945, aos 77 anos, de câncer no pulmão. Estava internado em um hospital em Los Angeles.

Larry – embora não seja da família, foi um verdadeiro irmão e também esteve com o grupo desde a formação até o final. Além de comediante era violinista. Em 9 de janeiro de 1970 sofreu um derrame que paralisou todo seu lado esquerdo, quando ainda estava em plena atividade. Com isso, acabou indo morar na Woodland Hills, uma comunidade de aposentadoria para atores de cinema, onde passou os últimos cinco anos de sua vida, falecendo em 24 de janeiro de 1975, aos 72 anos, vitimado por um derrame.

 

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

ATRIZES - 21

GLÓRIA STEWART

Nascida em 4 de julho de 1910, em Santa Mônica, na Califórnia, a Gloria Stewart, interpretou com maestria a personagem Rose DeWitt Bukater no filme Titanic (1997).

Em 1998, tornou-se a pessoa mais idosa a receber uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, quando tinha 87 anos.

Gloria deslanchou em sua carreira na década de 1930, chegando a protagonizar mais de 40 filmes, incluindo O Homem Invisível (1933).

Na década seguinte, a atriz se dedicou a outros caminhos na área artística, principalmente à pintura, expondo suas telas tanto nos Estados Unidos, quanto na Europa.

Após 30 anos sem interpretar, voltou em um filme produzido para a televisão.

Ela faleceu em 26 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade.


terça-feira, 23 de agosto de 2022

EM TRÊS TEMPOS - 19

Richard Thomas

Quem tem mais de 50 primaveras deve lembrar-se muito bem de Os Waltons e seu mais carismático personagem, o John-Boy, que foi vivido de 1970 até 1978 por Richard Thomas.

Jhon-Boy era o jovem que a rapaziada queria ser e por quem as meninas suspiravam.

Os Waltons foi uma série muito premiada nos Estados Unidos e que fez sucesso mundo afora, que esteve no ar originalmente de 1972 até 1981.

No Brasil foi levada ao ar pela Globo nas tardes de sábado, com grande sucesso e depois também foi veiculada por canais fechados.

Richard Thomas começou sua carreira no teatro, aos sete anos e aos 13 anos, estreou na televisão, atuando ao lado de Paul Newman.

Seu grande papel, entretanto foi em Os Waltons, quando passou a ser conhecido no mundo inteiro. O seriado esteve no ar originalmente até 1981, mas Thomas viveu o personagem até 1978, quando deixou a série para buscar outros projetos, sendo substituído por Robert Wightman, que não teve o mesmo brilhantismo.

Hoje (2022) Richard tem 71 anos e ainda atua em algumas produções para TV, mas sem o destaque da juventude. Teve dois casamentos e quatro filhos.

Além de Os Waltons, Richard Thomas teve destaque no filme Battle Beyond The Star (Mercenários das Galáxias), de 1980, onde estrelou ao lado de Robert Vaughn (que foi o protagonista do Agente da U.N.C.L.E.) e teve a participação de Marta Kristen (Judy de Perdidos no Espaço).

As fotos mostram Richard Thomas aos 19 anos, próximo aos 50 e mais recentemente.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Uma trajetória de amor aos Beatles

Músico joseense, Raoni Brascher mantém vivo o quarteto de Liverpool em suas apresentações

 

Por Daniel Nápoli

Recentemente, um novo estudo encomendado pela companhia britânica Roberts Radio sobre como a música pop trafega através de gerações, descobriu que muitos nomes do universo musical podem se manter em destaque ao longo dos anos, enquanto outros desaparecem quase que completamente.


 A pesquisa ouviu um total de 2 mil entrevistados no Reino Unido para descobrir o quão familiarizadas as pessoas estão com os principais artistas do mercado mundial. A Roberts perguntou aos seus entrevistados da Geração Z, que envolve pessoas nascidas entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010, sobre seu conhecimento a respeito de artistas mais velhos.

Sem surpresa, grandes nomes como Beatles, Elvis Presley e Whitney Houston eram bem conhecidos, mas pelo menos uma em cada três pessoas não soube dizer quem são os Beatles e duas em cada três não conheciam o U2.

É evidente que o mundo da música mudou drasticamente, mas isso não é um grande problema, pois apenas 18% das pessoas de todas as idades ouvidas pelos pesquisadores admitiram que têm dificuldade em se relacionar com músicas lá do passado.

Na cidade de São José dos Campos, existe um músico que ajuda a manter vivo o som dos Beatles, que a cada geração vem se mostrando ainda mais atemporal

Nascido no município joseense em 27 de julho de 1989, Raoni Brascher (foto acima) possui 17 anos de carreira, com seu primeiro contato com o violão e a guitarra ocorrendo quando tinha 11 anos de idade.

Seu primeiro contato com a música e os Beatles no entanto, vieram um ano antes. “Eu ouvi ‘Help’ dos Beatles uma vez na rádio, e fiquei extasiado com aquele som. Foi quando comecei a ouvir Beatles. Não sabia o que era e perguntei para meu tio, o que é isso, e ele disse ‘é Beatles’.

Aí lembrei que um colega da minha sala na época, gostava dos Beatles, e pedi a ele que me grava-se uma fita com apenas a música ‘Help’”, recorda Raoni.


Porém o amigo foi além e gravou o álbum “Yellow Submarine". inteiro. “Se com “Help” eu fiquei extasiado, quando ouvi, “Hey Bulldog”, “Eleanor Rigby”, “SGT Peppers”, “Lucy in The sky with diamonds”.... não sei descrever o que senti, sei que aquilo me abraçou, a música, o som, a melodia, as guitarras, as vozes......e até hoje eu sinto uma energia especial ouvindo os Beatles.”

Além dos Beatles, Raoni que tem como referências musicais o classic rock, blues, pop e o folk, analise a valorização da música e do artista em si, atualmente. “Eu vejo que estamos em um processo de regeneração após a pandemia. E a música também esta mudando com o processo do tempo de cada geração. Eu acredito que tem muito artista bom no nosso país, e fora também, vejo uma grande chance de os artistas novos surgirem para compor sua geração. Em questão da valorização vejo que é como um jogo, você tem que se valorizar, buscar melhorar por si próprio, só assim você vai conseguir ter o mínimo de respeito .Acho que poderíamos ter mais música educando toda essa nova geração nas escolas”, opina.

O músico foi questionado ainda sobre como observa o interesse das novas gerações pela manutenção da história. Raoni acredita que falta apreço pela história. “Tem um público como eu que gosta, que ama os Beatles, e teve essa  formação de música boa através dos tios, avós.

Porém essa geração nova precisa também encontrar esse caminho, pra consumir música boa. Por isso eu acho que todos deveriam estudar música desde pequenos na escola.”

"Beatlemaníaco", o músico já tocou em diversas bandas de tributo  aos Beatles pelo país. “Pra mim é uma grande honra celebrar a vida e poder levar meu som para as pessoas que gostam de Beatles e música boa”.

Atualmente, Raoni integra diversas bandas e projetos no Vale do Paraíba, entre eles: Banda US and Them, Banda Arcadiun , Banda Moving Waters,Banda Kingstones, Tributo Queen, Marcelo Naves and the Tigerman e também segue carreira solo com acústico em violão e voz, piano e voz ou guitarra e voz.

 Bastante versátil, o músico aproveita para deixar uma mensagem. “Que através da música, essa ferramenta de Deus, possamos fazer um mundo melhor e pessoas felizes, levando o brilho aonde há escuridão”.


Abaixo, um vídeo de Raoni tocando “Drive my car”, dos Beatles. Para mais informações sobre o musico e contato para shows: whatsApp (012) 98253-2473; Facebook: https://www.facebook.com/raoni.brascher e Instagram: raoni_brascher.

 


 

 

terça-feira, 19 de abril de 2022

GIVEN TO BLACK: UM TRIBUTO AO PEARL JAM

FORMADA NA CIDADE DE ITU, BANDA COVER FEZ SUA ESTREIA NO ÚLTIMO DIA 15 DE ABRIL

 

Por Daniel Nápoli

Formada no início de 2020 na cidade de Itu e idealizada pelo cantor e compositor Nando Reffer, a "Given to Black" [junção do nome de duas canções da banda estadunidense Pearl Jam, a quem presta tributo, Given to Fly / Black] que conta ainda com Vini Ambrose (guitarra/violão), Rogério Carvalho (baixo) e Luiz Kiel (bateria/percussão) teve que aguardar sua estreia nos palcos devido à pandemia de Covid-19.

A espera terminou no último dia 15, quando o grupo se apresentou no “Black Pearl” Pub Bar, em Votorantim. O evento proporcionou um “retorno aos anos 1990 e 2000 e 2010, com uma mescla de grunge, rock alternativo e hard rock.

A banda “Given to Black” foi idealizada com o objetivo de levar fãs o melhor da banda norte-americana, formada em 1990 por Eddie Vedder, Stone Gossard, Jeff Ament, Mike McCready.

Para mais informações e contato para shows com a GTB, a banda possui uma página no Instagram, onde também encontra-se o  "teaser" [vídeo amostra para divulgação]. O link para acesso é: https://instagram.com/given.to.black.pearljam?utm_medium=copy_link.

 

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

LUANA NUCCI: UMA HISTÓRIA DE AMOR COM A MÚSICA

CANTORA MANTÉM EM EVIDÊNCIA CANÇÕES EMBLEMÁTICAS DA MPB

Por Daniel Nápoli

No último sábado (16), foi comemorado o Dia Mundial da Voz e para marcar a data, o Ampulheta Virtual traz uma entrevista com a cantora, compositora e professora Luana Nucci. Nascida na cidade de Campinas/SP, mudou-se logo nos primeiros anos de vida para o município de Salto/SP, em que deu os seus primeiros passos no mundo da música.

“Meu primeiro contato com a música foi através do Conservatório de Música em Salto, tinha uns 5 anos mais ou menos, comecei a fazer musicalização, teoria, influenciada pelos meus pais que apesar de não tocarem nenhum instrumento sempre ouviram música de boa qualidade, tinha muita MPB em casa, ouvia muita coisa”, recorda.

Já seu primeiro contato com música ao vivo, foi na adolescência. “Foi num show da Adriana Calcanhoto, eu tinha uns 14 anos e aquilo me impactou bastante, foi a primeira vez  que vi uma mulher tocando e cantando num palco, voz e violão, mais nada e eu vi naquele momento que eu poderia fazer aquilo. Sempre gostei das músicas dela e da forma como ela se apresentava , me influenciou bastante isso  e eu comecei daí a tocar com uns 15 anos”, diz Luana que fez sua primeira apresentação, na cidade de Salto.

“ Com 15 anos foi o meu primeiro show, em Salto, a Rosana Costa Pinto era dona de um estabelecimento chamado "O Beco", ela me cedeu um espaço, tocava sem ser remunerada só ganhando experiência”, comenta a cantora que se apresenta profissionalmente há 21 anos.

Dona de uma linda voz e com grande personalidade em suas apresentações, Luana mantém viva a Bossa Nova,  fazendo muitas pessoas recordaram a juventude ou apresentando para as novas gerações, canções que marcaram época.

“Minha raiz está na MPB mesmo, é lógico que gosto bastante de música internacional, mas eu gosto muito de Bossa Nova, Chico Buarque, gosto bastante de Rita Lee, foi uma influência muito grande, a Tropicália em si, eu gosto muito de música brasileira e eu acho que na época em que comecei a tocar, a minha primeira influência foi a Adriana Calcanhoto com certeza, aí tiveram aquelas mulheres que começaram a aparecer tocando violão, a  Zélia Duncan já fazia isso e foi uma influência, a Ana Carolina veio bem forte com essa identidade de voz e violão e Nara Leão também que tinha esse formato, eram poucas mulheres que cantavam e tocavam”, destaca a cantora.

 Em suas apresentações em bares, restaurantes e casas de shows, Luana mescla músicas atuais com os grandes clássicos. A respeito disso, a compositora comenta. “Eu mesclo atualidade com as músicas mais emblemáticas da MPB por dois motivos: primeiro precisamos estar atualizados de acordo com o mercado. A gente tem que seguir pelo menos um pouco do mercado, se a gente se adaptar a realidade e colocar a nossa personalidade naquela música atual, eu acho que ela fica com aquele ‘clima’, aquela essência que cada cantor tem, então saber interpretar aquela música e colocar a sua roupagem , eu acho isso muito importante, a gente acaba se apoderando daquela música, parece que não é mais daquele compositor original”.

“Eu acho que é muito importante que as músicas antigas estejam no repertório, faz parte da nossa cultura, faz parte da história da música brasileira e os jovens de hoje precisam ter contato com isso, saber que existe uma riqueza por trás da composição. Não que as músicas modernas não tenham, mas eu acho que pra gente gostar das coisas, precisa conhecer. Se eu posso de alguma forma disponibilizar esse conhecimento, essas músicas desse período mais emblemático da Música Popular Brasileira”, prossegue.

“Se eu posso apresentar um Chico Buarque, um Tom Jobim, uma Rita Lee, um Cartola, uma Carmem Miranda para os jovens e que de alguma forma eles consigam se identificar, eu acho muito importante e interessante para a construção também de uma mentalidade mais aberta, desbravadora que todo mundo precisa ter. Precisa ter essa mentalidade de querer conhecer sempre mais, de não vestir a camisa de um só estilo, gostar só de sertanejo ou só de funk, pop ou rock, acho que a gente precisa conhecer de tudo para realmente saber o que a gente gosta ou não gosta, é permitir essa opção de escolha do público”, acrescenta a cantora.

Luana prossegue. “Quando eu mostro várias coisas e vários ritmos, talvez muita gente não conheça aquilo e passe a gostar. Quando somos assinalados só com um ritmo predominante, como vem sendo com o sertanejo, o pop e o funk que estão nas rádios, em tudo que é lugar, a música mais comercial, a gente não tem opção de gostar de outras coisas.Temos que ir em busca de coisas muito específicas através do Spotify [serviço de streaming de música, podcast e vídeo], mas como que alguém vai buscar alguma coisa no Spotify se não conhece, se não está na mídia? Eu acho que através da música ao vivo eu consigo passar um pouquinho dessa possibilidade.”

Sobre o significado da música em sua vida, Luana declara. “Música para mim é tudo. Não é só trabalho, é lar, acolhimento,  desabafo, alegria, é uma mistura de todos os sentimentos, de formas e expressões que a gente pode ter. Música é o meu mundo e sempre será meu mundo, tanto na forma de expressar como intérprete, como também como educadora, poder ver a transformação que a música faz nas pessoas. eu ver uma pessoa conseguir cantar, tocar e eu conseguir ser a portadora dessa arte de alguma fora, isso não tem preço. É realização como um todo.”

Para encerrar, a cantora aproveita para deixar uma mensagem. “Um agradecimento a todo mundo que acompanha, aos meus pais, aos meus melhores amigos que estão sempre me apoiando e para todo mundo, deixo a mensagem de que a música faz parte da vida e ela precisa de uma atenção maior. Quando a gente vai ouvir música, precisamos não ouvir só a letra, mas tudo o que está acontecendo, todos os instrumentos, porque é o conjunto de tudo que dá o sentimento, a nossa identificação com a música. Então, são nesses detalhes instrumentais, de acordes, de melodias, de impostação vocal que a gente vê a magia acontecer e quando a gente entende tudo isso, a vida fica bem melhor também”.


Abaixo, um trecho de Luana Nucci interpretando a canção “Dindi”, de autoria de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira.

 


 

Aos interessados em contratá-la para shows ou conhecer um pouco mais sobre sua carreira podem acessar: https://www.facebook.com/luana.nucci.7; https://www.instagram.com/luana.nucci/.