segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

TRÊS VERSÕES DE UM SUCESSO

Uma das músicas brasileiras mais conhecidas e reverenciadas no mundo inteiro é O Barquinho, verdadeira obra-prima de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal que é um dos marcos da Bossa-Nova.

Essa música e as pessoas que a envolvem são de muita curiosidade:

1º – A música foi gravada por Maysa, Nara Leão e Elis Regina.

 – Ronaldo Bôscoli, um dos autores, namorou com Maysa, namorou com Nara Leão e cassou-se com Elis Regina.

3º – Roberto Menescal, acabou casando-se com Nara Leão.

4º – Maysa, Nara Leão e Elis Regina não eram amigas.

5º – As três gravaram O Barquinho e fizeram grande sucesso, cada qual em seu estilho.

O vídeo mostra as três cantoras interpretando a música: Maysa, no final dos anos 60, em um Especial para a RAI (TV da Itália, onde Roberto Carlos também participou); Nara Leão, no Brasil com Roberto Menescal e Elis Regina, no início dos anos 70, em um Especial para a televisão da Alemanha.

Cada uma canta com a sua personalidade. Qual a melhor em sua opinião?

Por favor, deixem seus comentários.


domingo, 15 de agosto de 2021

Curiosidades - 11

O "CAPRICHO" DE CÉSAR ROMERO

Dos arqui-inimigos de Batman, o mais icônico é, sem dúvidas, o Coringa.

No seriado clássico dos anos 1960, o personagem foi vivido magistralmente por César Romero que, para assinar contrato, fez uma imposição: não admitia tirar seu bigode!

Como César era um nome de peso e podia se dar ao luxo de fazer esse tipo de exigência, o ator foi contratado e a maquiagem branca de seu rosto, cobria seu vasto bigode negro.

Para muitos isso passou despercebido da maioria dos telespectadores.

O que vale mesmo é a interpretação magnífica que Romero deu ao personagem, muitas vezes ofuscando o próprio Adam West.


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Atores - 23

Paul Lynde 
Na febre dos seriados dos anos 1960, era normal ver artistas que faziam sucesso em alguma série e ao mesmo tempo aparecia em outras.
Um dos exemplos foi o ator Paul Lynde, que embora tenha aparecido em apenas 11 episódios de A Feiticeira, foi grande sucesso vivendo o inesquecível Tio Arthur.
Na verdade ele fez um episódio como um instrutor de auto escola de Samantha e os produtores gostaram de sua participação, vindo a criar o Tio Arthur para ele (onde esteve em mais dez episódios).
Na mesma época ele esteve presente como convidado em pelo menos três séries de sucesso: Os Monstros (um episódio), Noviça Voadora (um) e Jeanie é um Gênio (três).
Com seu humor, seu profissionalismo e sua versatilidade, quem duvida que ele poderia ter feito sucesso em Batman, como Coringa ou Charada???

Paul Lynde morreu com apenas 55 anos, de ataque cardíaco, em 1982. 

domingo, 1 de agosto de 2021

Curiosidades - 10

Billy Mumy e Butch Patrick

Billy Mumy, nascido Charles William Mumy Jr., hoje com 67 anos e usando o nome artístico de Bill Mumy, passou a ser conhecido mundialmente como Will Robinson de Perdidos no Espaço.

Seu nome foi cogitado, em 1965, para viver Eddie, em Os Monstros. Seu pai, entretanto, não permitiu, entendendo que a maquiagem era muito pesada e seria desgastante para um garoto com então dez anos.
Então o papel acabou sendo vivido por Butch Patrick, na época com 11 anos (seis meses mais velho que Billy), que viveu um Eddie Monstro muito legal.
Meses após ter recusado o papel, Billy teve outra chance e foi convidado para viver Will de Perdidos no Espaço e se deu muito bem, acabando por fazer mais sucesso que Patrick.
Uma curiosidade: Billy teve participação em um episódio de Os Monstros, e contracenou justamente ao lado de Butch Patrick.

terça-feira, 9 de março de 2021

SERIADOS - 52

SHAZAN, XERIFE & CIA

O sucesso dos personagens Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliáccio) em O Primeiro Amor (1972) fez com que ganhassem após o encerramento da novela, um seriado próprio.

Assim nasceu Shazan, Xerife & Cia, onde os personagens viajavam pelo Brasil em busca de aventuras, a bordo da famosa “camicleta”, mistura de caminhão e bicicleta, em busca de uma peça mágica que pudesse fazer uma bicicleta voar.

Foram 66 capítulos de muito humor e aventura, de autoria de Walter Negrão, dirigidos por David Grinberg, João Lorêdo e Reynaldo Boury, entre 1972 e 1974.

Os personagens voltaram em 1998, também pelas mãos de Walter Negrão, na novela Era uma Vez..., em uma homenagem aos atores.

Hoje Paulo José (Paulo José Gómez de Souza) tem 83 anos e com problemas de saúde, está afastado da vida artística. Flávio Migliaccio faleceu tragicamente aos 85 anos, em 2020 por suicídio.

Clique na foto para ampliar.

domingo, 10 de janeiro de 2021

EM FAMÍLIA - 17

Família Simas

Modelo e ator, Beto Simas (Alberto Numan Simas) nasceu em São Paulo em 21 de julho de 1962. Estreou em novelas na Bandeirantes, em Os Adolescentes, em 1981. Em 1992 estreou na Globo em Despedida de Solteiro e atuou ainda em A Viagem, Quatro Por Quatro e Malhação, entre outros trabalhos.

Foi casado durante 27 anos com a produtora de cinema e televisão Ana Paula Sang, união que durou até 2019. Do relacionamento nasceram os filhos Rodrigo e Felipe, mas Beto considera o enteado Bruno como um verdadeiro filho.

Fruto do relacionamento de Ana com Marcelo Gissoni, Bruno está na família Simas desde seus cinco anos e está perfeitamente integrado no ceio familiar.

Beto Simas é paulistano e tem 58 anos. Modelo, capoeirista e ator, estreou na TV em Os Adolescentes (1981) na Bandeirantes e nos anos 1990, esteve em várias novelas da Globo, despertando polêmica ao aparecer nu na abertura de Brega & Chic.

Rodrigo Sang Simas nasceu em 6 de janeiro de 1992. Nascido no Rio de Janeiro, passou nove anos de sua infância e adolescência em Los Angeles, quando a família mudou-se para os Estados Unidos.

De volta ao Brasil estreou no teatro aos 15 anos, na peça Grease. Ainda em 2007 estreou na TV na novela Poder Paralelo, na Record. Na Globo chegou em 2011, para Fina Estampa e seu trabalho mais recente foi em Órfãos da Terra.

Está em um relacionamento com a atriz Agatha Moreira.

Felipe Sang Simas nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de janeiro de 1993. Antes de entrar para a vida artística, tentou a sorte como jogador de futebol.


Seu primeiro trabalho em teatro foi em 2012 na peça Conto de Verão. No ano seguinte veio para a televisão na novela Flor do Caribe e em 2014 estreou no cinema no longa Na Quebrada. Seu trabalho mais recente foi em 2018, na novela O Tempo Não Para.

Felipe Simas começou um relacionamento com a estudante de jornalismo Mariana Uhlmann. Em abril de 2014 nasceu Joaquim, o primeiro filho do casal que oficializou a relação em 2016. Maria nasceu em 2017 e em 2020 chegou Vicente, terceiro filho do casal.

Bruno Sang Gissoni nasceu no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1986, filho de Ana Paula Sang e Marcelo Gissoni, mas ainda bebê sua mãe casou-se com Beto Simas que o recebeu como filho.

Passou oito anos da infância e adolescência nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, atuou como lateral-direito do São Paulo FC e Nova Iguaçu FC.

Em 2006 estreou na televisão na novela Alta Estação, da Record. Em 2009 estreou em teatro na peça Capitães de Areia. Em 2012 entrou para a Globo e seu primeiro papel foi em Avenida Brasil

Em 2013 começou a namorar a atriz Yanna Lavigne. Entre idas e vindas, o casal teve um filho e uma filha. O casamento foi oficializado em maio de 2018.

  

sábado, 17 de outubro de 2020

Em Família - 16

FAMÍLIA CÔRTE REAL


Nos primeiros a nos da televisão no Brasil, os Côrte Real tiveram participação de destaque, com os irmãos Renato e Roberto, a esposa de Renato, e o filho Ricardo.

Renato – Nascido em Campinas, em 6 de outubro de 1924, começou na televisão já com mais de 30 anos. Participou de grandes programas humorísticos como Papai sabe nada, Côrte Rayol Show, Alô Brasil, aquele abraço, Faça humor, não faça guerra, entre outros.

Morreu de câncer, com apenas 57 anos.

Bisu – Teresa Ferreira Côrte Real, conhecida por Bisu, foi casada com Renato por 36 anos, até ficar viúva. Não era comediante nata, mas tornou-se uma boa “escada” para Renato, trabalhando com o marido em vários programas.

Morreu em 18 de janeiro de 2018, aos 92 anos. Foi mãe de Ricardo e Renato Júnior, sendo que este não seguiu a vida artística.

Ricardo – Filho de Renato e Bisu, foi coadjuvante de alguns programas de humor, sendo seu maior sucesso como Sócrates, de Família Trapo (era filho do casal Helena e Pepino, interpretados por Renata Fronzi e Otelo Zelone).

Nascido em 1952, desde a infância vivia nos bastidores da TV ao lado dos pais. É ator, apresentador, músico, compositor e um bem sucedido homem de Marketing.

Passou vários anos afastado das câmeras, até aparecer, já adulto, apresentando o programa Super Marketing, na TV Bandeirantes.

Roberto – Irmão de Renato, começou no rádio e logo passou para a televisão. Seu período de maior projeção foi comandando o telejornal Mappin Movietone, que foi apresentado nas TVs Paulista (onde pela sua competência, foi também diretor artístico), Tupi e Record.

Nasceu em Campinas, em 1921, onde iniciou no rádio como discotecário, locutor e produtor da Rádio Educadora. Logo veio para São Paulo, trabalhar nas rádios, Cultura, América e Bandeirantes.

Foi ele que, em primeira mão, noticiou no rádio paulistano, o fim da Segunda Guerra Mundial.

Trabalhou até o dia de seu falecimento, em 18 de outubro de 1988, aos 67 anos.

   

sábado, 29 de agosto de 2020

Atrizes - 20

Elizabeth Montgomery

Sabe aquelas pessoas que trabalham por amor a arte e não necessariamente por necessidade? É assim que podemos nos referir a Elizabeth Montgomery, que viveu magistralmente – e linda! – Samantha Stevens, em A Feiticeira.

Bem nascida, ela tinha a arte de representar no DNA, já que era filha de Robert Montgomery e Elizabeth Allen, artistas de sucesso em Hollywood.

Os pais separaram-se quando ela tinha 17 anos e ela e o irmão Robert foram morar com a mãe. O pai parecia não querer que a filha seguisse a vida artística.

Meio que obcecada em ter o amor do pai, Elizabeth acabou envolvendo-se com homens mais velhos. Teve quatro casamentos e teria tido relacionamentos com astros como Gary Cooper, Dean Martin e o bailarino e ator russo, Alexander Godunov.

O primeiro casamento de Elizabeth Montgomery foi com Frederic Gallantin Cammann, produtor dez anos mais velho que ela. 

Após 15 meses, veio a separação. Ele queria que ela largasse a carreira, dedicando-se apenas a ser esposa e mãe.

Isso, definitivamente não fazia parte da personalidade da atriz.

O casamento com o ator Gig Young, 25 anos mais velho, veio em 1957 e durou seis anos. 

Terminou pelos problemas de alcoolismo do ator e possivelmente violência doméstica. 

Vale lembrar que  em 1978 Gig matou sua segunda esposa e suicidou-se em seguida.

William Asher, 12 anos mais velho, foi seu terceiro marido. 

Asher era produtor e diretor de A Feiticeira e o casamento durou o tempo de vida do próprio seriado, ou seja, aproximadamente oito anos. 

Com ele, Elizabeth teve seus três filhos, William Asher Jr., Robert Asher e Rebecca Asher. 

O casamento acabou pois ambos mantiveram relações extraconjugais.

Curiosamente Elizabeth encontrou estabilidade ao envolver-se com Robert Foxworth – que era oito anos mais novo! Eles conviveram 20 anos e o casamento só aconteceu em 1994.

Em 1995 Elizabeth Montgomery faleceu, vítima de câncer colorretal.


Curiosidades

♦ Sabedor da dependência emocional de Elizabeth por ele, Robert Montgomery recusou o convite da filha para viver seu pai no seriado. O papel acabou ficando para Maurice Evans. Embora a participação de Maurice não seja das maiores, ele esteve muito bem no seriado.

♦ Elizabeth não gostava de ser lembrada pelo seriado. Porém, embora tivesse feito vários outros filmes, foi A Feiticeira que lhe tornou famosa no mundo inteiro.

♦ Nos bastidores, Elizabeth não se relacionava bem com Dick York, o primeiro James e o motivo teria sido o fato de York ser apaixonado pela atriz que na época estava casada com o produtor da série William Asher.

♦ Como Agnes Moorehead – sua mãe Endora na série – era muito amiga de Dick York, o relacionamento entre as duas atrizes também não era dos melhores.

♦ Agnes, inclusive, não gostou quando Dick York foi substituído por Dick Sargent. A interprete de Endora chegou a destratar Sargent nos bastidores, chegando a levá-lo às lágrimas.

♦ Dick Sargent havia sido convidado a ser James Stephens mas não aceitou por estar envolvido em outro projeto. Quando Dick York teve de deixar o seriado por problemas de saúde, Sargent foi convidado novamente e aceitou trabalhando nas duas últimas temporadas.

♦ Com problemas graves de coluna, Dick York desmaiou durante uma gravação. Seus médicos o aconselharam a deixar a série. 

Os problemas de saúde levaram York a uma cadeira de rodas. Com enfisema, ele se tornaria dependente de um respirador até sua morte, em 1992. Tinha apenas 63 anos.

♦ Com Dick Sargent, Elizabeth Montgomery não corria riscos de que o ator se apaixonasse, uma vez que Sargent era homossexual. Ele morreu em 1994, de câncer de próstata, aos 64 anos.

♦ O sucesso de A Feiticeira levou Samantha e James Stephans aos desenhos animados. O casal chegou a participar de um episódio de Os Flintistones. Que nos anos 1960/1970 fazia igualmente, grande sucesso. 

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

TRIBUTOS - 161

Morreu Xênia Bier

Faleceu em São Paulo, na segunda-feira (24/08/2020) a apresentadora Xênia Bier, aos 85 anos. A causa não foi informada pela família.





Xênia, cujo nome de batismo era Vilma Barreto, foi uma mulher pioneira na apresentação de programas femininos e feministas no Brasil.

Começou no final dos anos 1950 na TV Cultura, ao lado de Ney Gonçalves Dias e Jacinto Figueira Júnior. Logo, demonstrando personalidade, ganhou programa próprio, o Light Convida.

Xênia comandou em rádio e TV, vários programas como Xênia e Você (Rádio e TV Bandeirantes). Na Globo participou do TV Mulher, na Manchete, apresentou o Mulher 88 e na Gazeta esteve no comando do Mulheres.

Teve colunas nas revistas Contigo e Ana Maria.

No começo da carreira, teve experiência como atriz atuando nas novelas da Cultura, As Professorinhas, Escrava do Silêncio e O Moço Loiro.

O corpo foi cremado no Cemitério de Vila Alpina, em São Paulo.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Grandes Cantores - 3


Nelson Gonçalves

Nascido Antônio Gonçalves Sobral em Santana do Livramento/RS em 21 de junho de 1919 e falecido no Rio de Janeiro em 18 de abril de 1998, Nelson Gonçalves foi uma das mais lindas vozes da MPB, tendo vendido mais de 78 milhões de discos.

Ainda criança, mudou-se para São Paulo, no bairro do Brás, onde seu pai tornou-se feirante. Nos tempos vagos, o pai tocava violão e Nelson cantava, ganhando gorjetas.

Também fez serviços de pedreiro e teve de abandonar os estudos para ajudar a família, trabalhando como jornaleiro, polidor, tamanqueiro e engraxate.

Jovem, tornou-se lutador de boxe na categoria peso-médio, maneira encontrada para ganhar um pouco mais de dinheiro.

Essa carreira acabou abandonada, já que Nelson começou a perseguir seu sonho de infância, que era ser artista. Gago, ganhou o apelido de “metralha”. Isso, entretanto não o fez desistir.

Após várias tentativas sem sucesso, voltou a ser pedreiro. Em 1939, aos 20 anos, casou-se com Elvira Molla e teve um casal de filhos. 

Casado, pai e desempregado, foi trabalhar como garçon no bar do único irmão, na Avenida São João.

Ainda em 1929 partiu com a família ao Rio de Janeiro, onde fooi tentar a sorte nos mais diversos programas de calouros. Após várias tentativas, sem sucesso, voltou a ser garçon.

Em 1941 começou a cantar por conta própria em bares, arrecadando gorjetas, até que finalmente conseguiu gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a trabalhar no Cassino Copacabana como crooner e finalmente assinou contrato com a Rádio Mairink Veiga.

A partir disso, os sucessos foram brotando, com músicas como Maria Bethânia, Normalista, renúncia e o sucesso maior em toda a sua carreira, A Volta do Boêmio.

Com carreira já consolidada, fez shows por todo o Brasil, Uruguai, Argentina e Estados Unidos. Em uma apresentação em Minas, conheceu uma fã e após envolvimento, engravidou a moça, que jamais revelou isso ao cantor que na época ainda era casado.

A moça, com rígidos padrões familiares, acabou casando-se com um homem mais velho, amigo de seu pai e teve uma filha que só foi reconhecida por Nelson Gonçalves em 1991, após exame de DNA. 

Nesta altura a mãe já havia falecido. A moça foi bem aceita por Nelson e demais familiares.

Após divorciar-se, Nelson conheceu a cantora Lourdinha Bittencourt, que havia substituído Dalva de Oliveira no Trio de Ouro. O casamento aconteceu em 1952 e o divórcio, em 1959.

Mais um casamento aconteceu em 1965, com a fã Maria Luiza da Silva, que lhe deu mais casal de filhos.

Nesta época a carreira e a vida pessoal de Nelson passou por sérios 
problemas, com o cantor entrando em depressão e pensando em desistir da carreira. Foi quando passou a ser alcoólatra, conheceu a cocaína e chegou a tentar o suicídio. Sua esposa suportou tudo e não o deixou em momento algum. Nelson envolveu-se com drogas por mais de 20 anos.

O vício foi definitivamente abandonado em 1973. Foi quando o cantor gravou o álbum A Volta do Boêmio nº 1, que tornou-se grande sucesso.

Seguiu gravando nos anos 70, 80 e 90, tornando-se um dos maiores recordistas de vendas. Antenado, não ficou só vivendo do passado. Gravou Ângela Rô Rô, Lulu Santos, Legião Urbana, Kid Abelha e Lobão.

Durante a longa carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos de 78 rotações, 128 álbuns e vendeu aproximadamente 78 milhões de discos, ganhando 38 discos de ouro e 20 de platina.

Nelson Gonçalves faleceu em 18 de abril de 1998, quando visitava a filha Marilene, de infarto agudo do miocárdio. Tinha 78 anos. Está sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

EM FAMÍLIA - 15


Irmãos Curi

Foram três irmãos que fizeram muito sucesso no mundo artístico.

Ivon Curi, cujo nome de nascimento era Ivo José Curi, nascido na cidade mineira de Caxambu, em 5 de junho de 1928, foi um grande cantor, compositor e ator.

Iniciou sua carreira como cantor, em 1947, cantando na orquestra do Hotel Copacabana Palace. De voz firme, porém suave, logo fez sucesso no rádio e passou a cantar em chanchadas da Atlântida, passando a tomar gosto pelo cinema. Das músicas, foi adiante e passou a aparecer também como ator.

Na televisão, além de cantar, também atuou como ator, quando sua veia cômica foi descoberta por Renato Aragão no programa Adoráveis Trapalhões, ao lado do próprio Renato, Dedé Santana, Wanderley Cardoso e Ted Boy Marino.

Anos após, e assumindo sua careca, fez sucesso como o gaúcho Gaudêncio, na Escolinha do Professor Raimundo. Fez também duas novelas: Feijão Maravilha e Barriga de Aluguel, ambas na Globo.
Ivon Curi morreu aos 67 anos, no Rio de Janeiro, em 24 de junho de 1995. Foi casado com Ivone Curi e deixou os filhos Ivana, Ivan, Ivna e Ivo.

Jorge Curi, nascido em Caxambú/MG em 25 de fevereiro de 1920, foi um dos grandes nomes do rádio esportivo do Rio de Janeiro.

Iniciou a carreira em uma rádio de Caxambú, em 1942 e no ano seguinte transferiu-se para o Rio de Janeiro, na Rádio Nacional, onde permaneceu até 1972, passando então para a Rádio Globo, onde ficou até 1984.

Narrou nove Copas do Mundo e foi um dos maiores da sua época, ao lado de outras feras como Waldir Amaral, Doalcey Bueno de Camargo e Oduvaldo Cozzi. Era torcedor fanático do Flamengo.

Sua despedida da Rádio Globo foi pelêmica. Após um clássico entre Vasco da Gama e Botafogo, encerrou a jornada despedindo-se e criticando duramente dois diretores da rádio no ar.

No período entre 1984 e 1995, não se conseguiu registros de trabalhos de Jorge Curi no rádio. Em 1995, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Em dezembro daquele ano, quando dirigia-se a Caxambú para os festejos de final de ano, sofreou um acidente automobilístico e faleceu.

Alberto Curi nasceu Adir José Curi, em Caxambú/MG em 10 de outubro de 1926. Foi locutor, narrador e apresentador de rádio e televisão.

Começou em rádio em sua cidade natal, substituindo o irmão Jorge Curi, que havia se transferido para o Rio de Janeiro. Era o ano de 1944. 

Em 1958 também foi trabalhar na Rádio Nacional do Rio, ao lado do irmão, logo transferindo-se para a Rádio Jornal do Brasil, onde ficou por 13 anos.

Paralelamente trabalhou para a Agência Nacional do Governo Federal, transmitindo cerimônias oficiais do governo.

Trabalhou em vários programas de televisão e foi diretor da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. 

Aposentou-se em 1993 e voltou para sua cidade natal, onde faleceu em 1998, aos 72 anos.

sábado, 11 de abril de 2020

JORNAIS E TELEJORNAIS - 3


Murilo Antunes Alves foi um dos pioneiros do jornal
Record em Notícias

Conhecido de forma pejorativa – mas que acabou virando carinhoso – como “Jornal da Tosse”, o Record em Notícias foi um telejornal que a Record veiculou durante 23 anos, entre 1973 e 1996, diariamente ao meio dia e com uma hora de duração.

Comandado por Hélio Ansaldo, o Record em Notícias apresentava o noticiário do dia, na voz de José Luis Menegatti, com comentários e debates da bancada formada por nomes como Aurélio Campos, João Mellão Neto, José Serra, Maria Lydia, Murilo Antunes Alves, Padre Godinho, Milton Peruzzi e Wilson Fitipaldi, entre outros.

Tosse – O apelido “Jornal da Tosse” veio por dois motivos: primeiro porque um dos debatedores costumar tossir durante a apresentação, que era ao vivo e também pela idade – digamos – avançada dos debatedores.

O telejornal perdeu credibilidade pelo fato de muitos entenderem que se tornou uma espécie de “trampolim político”. Para se ter uma ideia, a exposição de Arnaldo Faria de Sá e João Mellão Neto alcançaram expressivas votações para a Câmara dos Deputados, além de Hélio Ansaldo e Murilo Antunes Filho que foram eleitos deputados estadual e vereador, respectivamente.

O telejornal saiu do ar quando Edir Macedo assumiu a Record.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

GRUPOS E CONJUNTOS - 12

NILO AMARO E SEUS CANTORES DE ÉBANO

Há grupos que são extremamente afinados, cantam maravilhosamente bem, chegam a fazer sucesso, mas ficam muito abaixo do que seu potencial merece. Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano é um deles.

Formado nos anos 1950, o grupo era composto por Nilo Amaro (cujo nome verdadeiro era Moisés Cardoso Neves) e contava com vozes masculinas e femininas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos).

Além do próprio Nilo, um destaque todo especial ficava por conta do baixo Noriel Vilela, com uma voz ímpar e magnífica.

O grupo fez muito sucesso nos anos 1960 e seu repertório era composto por clássicos do samba e samba-canção, além de clássicos regionais retratando o sertão, músicas do folclore brasileiro.

Ao longo do tempo o grupo passou por mudanças em seu elenco, mas sempre se apresentou com afinação impecável e encantou multidões e hoje, quando a valorização da voz está em segundo plano, ouvir Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano é uma delícia.

Entre seus maiores sucessos está Leva Eu Sodade, um verdadeiro clássico!

Em 1974, Noriel Vilela, o dono da voz inconfundível, morreu prematuramente e Nilo Amaro resolveu suspender as atividades do grupo por entender que não havia outra pessoa que pudesse substituir Noriel.

Tanto que Nilo Amaro e os Cantores de Ébano só voltaram a gravar e se apresentar em 1984, dez anos após a parada. Foi gravado um álbum que acabou sendo, infelizmente, o último e não chegou a fazer muito sucesso.

Nilo Amaro faleceu aos 76 anos, em Goiânia, em 18 de abril de 2004.

Nos vídeos abaixo, os mais que clássicos Uirapuru, onde se pode ver os artistas e Leva eu Sodade, reprodução do disco.





terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Imagens Raras e/ou Históricas - 26

TV EXCELSIOR

Quando a Televisão no Brasil estava completando seus primeiros dez anos, surgiu em São Paulo a TV Excelsior, Canal 9.

Com muito dinheiro e empreendedorismo, a Excelsior fez história com grandes programas, novelas e musicais, firmando-se quase como uma potência.

O “quase” é porque na verdade não houve tempo para que a Excelsior realmente pudesse se firmar e fazer história. Poucos meses após completar dez anos, as transmissores – em São Paulo e no Rio de Janeiro – foram lacrados e as emissoras tiradas do ar devido a problemas políticos, no auge da Ditadura Militar.

As emissoras pertenciam ao Grupo Simonsen, de Mário Wallace Simonsen, que também era sócio da extinta companhia aérea Panair do Brasil, também uma gigante da época.

Devido a problemas políticos a Panair faliu, assim como a TV Excelsior Canal 9 de São Paulo e a TV Excelsior Canal 2 do Rio de Janeiro.

A foto que abre a matéria mostra o teatro e estúdios do Canal 9 na Rua Nestor Pestana, 196, em São Paulo.

Veja, abaixo, mais fotos de programas da emissora.



Moderníssima Unidade de Externa

Edson Bolinha Cury comandou programas

Sílvio Luiz cuidou do Esporte em São Paulo
Antonio Aguillar e a programação voltada à juventude

Funcionários cruzam os braços no auge da crise



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Tributos - 160


Morre Gugu Liberato

A notícia dando conta da morte do apresentador Augusto Liberato, o Gugu, chocou o Brasil e foi profundamente lamentável.

Gugu estava em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos e estaria trocando o filtro do ar-condicionado, quando sofreu uma queda de uma altura aproximada de quatro metros. Na queda, Gugu teria batido a cabeça na quina de um móvel.

Prontamente socorrido, o apresentador foi levado a um hospital, mas logo se verificou a morte cerebral. Os órgãos do artista foram doados pela família, conforme era o desejo de Gugu.

Um dos maiores comunicadores do Brasil, Gugu começou a trabalhar com Silvio Santos ainda nos bastidores da Globo, passando depois pela TVS, SBT e Record, onde se encontrava atualmente.

Gugu foi apresentador, cantor, ator e empresário, tendo ganho ao longo da carreira, inúmeros prêmios. Lançou grupos de grande sucesso como Dominó e Polegar, entre outros.

Augusto Liberato tinha 60 anos e deixou viúva Rose Miriam e três filhos: João Augusto, hoje com 18 anos e as gêmeas Sofia e Mariana, com 15.