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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

ESPORTES RADIO E TV - 09

A IRREVERÊNCIA DE SYLVIO LUIZ

Nascido Sylvio Luiz Perez Machado de Souza em 14 de julho de 1934 na cidade de São Paulo, Sylvio Luiz tem a veia artística desde seu nascimento.

Sua mãe foi Elizabeth Darcy, locutora e apresentadora de rádio de muito sucesso nos anos 1950/1960 e sua esposa Márcia é uma grande cantora (hoje aposentada), que dentre outros sucessos é lembrada por Eu e a Brisa, um sucesso eterno do cancioneiro popular. Verinha Darcy, irmã de Sylvio, também foi atriz.

Sylvio, que já foi árbitro de futebol, encontrou no esporte sua grande vocação, não com o apito na boca, mas sim com um microfone.

Repórter, comentarista e narrador, ele já fez de tudo um pouco, deixando sua marca irreverente e muito bem-humorada em todos os seus trabalhos.

O que pouca gente sabe é que a estreia de Sylvio na TV foi como ator. Ele foi Julinho, filho de Dona Lola na primeira versão da novela Éramos Seis, na Record. Sua segunda – e última – novela foi Cela da Morte, também na Record.

Como jornalista esportivo, trabalhou nas TVs Record, Paulista, Excelsior, Manchete, SBT e Band, passando ainda pelas rádios Bandeirantes e Record.

Mestre em criar bordões em suas transmissões como “olho no lance”, “pelas barbas do profeta”, “foi, foi, foi, foi ele” e “confira comigo no replay” dentre tantos outros, o narrador aos 88 anos segue em atividade, transmitindo jogos do Campeonato Paulista pela internet.  


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Esportes Rádio e TV - 8

OSMAR SANTOS - 15 ANOS DO ACIDENTE

Há exatos 15 anos - 22 de dezembro de 1994 - um terrível acidente colocou ponto final em uma das mais brilhates carreiras do rádio esportivo do Brasil.

Osmar Santos foi vítima de um acidente automobilístico na BR-153, trecho entre Marília e Lins e - graças à Deus não morreu, mas foi obrigado a deixar o microfone esportivo.

Um dos maiores locutores esportivos do Brasil, Osmar Santos criou uma escola de locução com seu estilo inovador, irreverente e altamente emotivo, que fazia arrepiar multidões.

Além das radios Jovem Pan, Nacional, Record e Globo, por onde passou em São Paulo, Osmar também fez trabalhos nas TVs Manchete e Globo e fez história como um dos comandantes do movimento Diretas Já, na política.

Hoje, mesmo tendo sido obrigado a deixar o microfone, uma das coisas que mais amava em sua vida, Osmar dribla as limitações com classe, enveredando pelos caminhos das artes, pintando lindos quadros e dando exemplo de otimismo e força pela vida.

Valeu, Osmar... Dá-lhe Garotinho !!!

Os vídeos, dentre tantos que poderíamos mostrar, traz a voz do Pai da Matéria em dois momentos históricos.

Pela Jovem Pan narrando gol de Russo na histórica Invasão Corinthiana no Maracanã em 1976


E esse, não menos histórco e pela Rádio Globo, é gol de Basílio, em 1977, sobre a Ponte Preta, quebrando o Tabú. Dá para acreditar um palmeirense emocionando um mundo de corinthianos? Dá sim, se ele for Osmar Santos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esportes Rádio e TV - 7

ELI COIMBRA

Nascido Eliumar Antonio de Macedo Coimbra em 30 de janeiro de 1942 e falecido em São Paulo/SP, 25 de novembro de 1998, após infarto.

Um dos maiores nomes da reportagem esportiva do Brasil, iniciou carreira na TV Tupi, passando também pela Manchete, SBT, Bandeirantes e Record.

Em rádio atuou em Santos e em São Paulo, na Rádio Bandeirantes.

Mesclando sobriedade com boa dose de humor, conquistou credibilidade e respeito no meio esportivo, entre jogadores, dirigentes e colegas de profissão.

Eli Coimbra trabalhou com grandes profissionais como Walter Abraão, Luciano do Valle, Flávio Prado, José Luiz Datena, Juarez Soares e Silvio Luiz, entre outros.

Com o amigo comentarista Roberto Petri criou o projeto Dente de Leite, que revelou inúmeros jovens para o futebol brasileiro e mundial, como Falcão e Casagrande, só para citar dois exemplos.

Quando adolescente chegou a jogar nas categorias de base do Santos.

Como cronista esportivo, cobriu cinco Copas do Mundo e quatro Olimpíadas.

Deixou esposa, quatro filhos e netos.

O vídeo é da Bandeirantes, do Band Esporte Clube com apresentação de Milton Neves e o belo trabalho de Eli nas reportagems.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Esportes Radio e TV - 6

WILSON FITTIPALDI, O VELHO BARÃO

Nascido em 3 de agosto de 1920, Wilson Fittipaldi tem seu nome intimamente ligado às maiores glórias do automobilismo nacional, quer seja como um dos fundadores da Confederação Brasileira de Automobilismo, quer seja como pai de Wilsinho e Emerson Fittipaldi ou avô de Cristian.

Foi piloto de motociclismo, sofreu um grave acidente que lhe rendeu várias fraturas, conheceu o mundo acompanhando Fórmula 1...

Também com a Fórmula 1 deixou seu nome gravado na história do rádio esportivo como narrador da Rádio Panamericana, Jovem Pan, narrado de forma vibrante e imparcial as duas conquistas de título mundial de Emerson Fittipaldi.

Também trabalhou por anos no jornalismo da Jovem Pan no Jornal da Manhã.

Hoje, aos 89 anos recém completados, Wilson vive de forma tranquila e sossegada com seus familiares e, mesmo fora do rádio, continua sendo um dos nomes mais respeitados do meio.

O vídeo mostra um papo muito descontraído com essa simpatia que é Wilson Fittipaldi, falando com Léo Batista para o Globo Esporte, por ocasião do 35º aniversário da conquista do primeiro título mundial de Emerson Fittipaldi.

A entrevista foi ao ar em setembro de 2007. O Barão estava com 87 anos. Notem a simpatia e a lucidez impressionante.

Para quem gosta de automobilismo e, acima de tudo quem é pai e tem a dádiva de DEUS de poder narrar a vitória de um filho, é impossível ver as cenas e não se emocionar... E olhem que ele ainda dá conselhos, sábios conselhos, aos jovens que estão aí.


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Esportes Rádio e TV - 5


PEIRÃO DE CASTRO

Nascido Carlos Eduardo Peirão de Castro em Santos-SP, 18 de dezembro de 1930 e falecido também em Santos, durante um baile de Carnaval, 5 de fevereiro de 1989, aos 59 anos.

Apaixonado por futebol e torcedor fanático do Santos Futebol Clube, Peirão iniciou sua carreira em rádio, na cidade de Santos, na Rádio Cacique, e logo transferiu-se para São Paulo, onde passou a atuar na Rádio Excelsior e, posteriormente na televisão, onde destacou-se como narrador esportivo preciso e de voz potente.

Passou telas TVs Excelsior, Bandeirantes e Gazeta, onde ficou por vários anos na grande equipe de Milton Peruzzi, narrando e participando da famosa Mesa Redonda – Futebol é com o 11.

Peirão foi casado com Roseli Lopes Seródio de Castro e teve o filho Rodrigo Eduardo. A morte de Peirão deu-se em pleno baile de Carnaval, nas dependências do Caiçara Club, em Santos, num infarto fulminante.

O vídeo infelizmente não tem boa qualidade de imagem, mas mostra a narração de Peirão, para a Gazeta no gol de Serginho Chulapa, que deu o título de Campeão Paulista de 1984 ao Santos sobre o Corinthians no Morumbi.



Curiosidades
<> Rodrigo Eduardo, filho de Peirão, morreu de forma trágica num acidente de moto, em 1992.
Apaixonado pelo Santos, Peirão acompanhou de perto as maiores conquistas do clube na era Pelé <> Uma de suas frases: “Minhas paixões são minha esposa, meu filho e o Santos FC”.
<> Seu pai, Germano Melshert de Castro foi conselheiro do Santos por muitos anos e Peirão também o era.
<> A sala de imprensa do CT Rei Pelé leva o nome de Sala de Imprensa Peirão de Castro.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Esportes Rádio e TV 4

Edemar Annuseck volta à São Paulo

Um dos maiores nomes do rádio esportivo do Brasil está voltando à São Paulo. Depois de anos na Jovem Pan e Tupi, Edemar estava em Curitiba, mas acertou com a Record e a partir de janeiro volta a desfilar toda sua experiência, categoria e estilo inconfundível nos 1000 Khz.

Deixando amigos por onde passa, a notícia da volta de Edemar está sendo muito bem recebida por companheiros e ouvintes, já que o locutor deixou na capital Paulista, principalmente, muitos fãs de seu sempre correto trabalho.

A foto foi extraída do blog do próprio Edemar Annuseck

Um pouco de Edemar:

Nascido em Blumenau, Edemar iniciou como narrador em sua cidade natal, na Rádio Nereu Ramos, onde ficou de 1964 à 1972. Em 1973 estreava na Jovem Pan, onde permaneceu por quase 18 anos, atuando ao lado de grandes nomes do rádio esportivo como Joseval Peixoto, Osmar Santos, José Silvério, Randal Juliano, Leônidas da Silva, Orlando Duarte, Gerson de Oliveira Nunes, Cândido Garcia e Fausto Silva, entre tantos outros. Na Pan esteve presente em quatro Copas do Mundo.

Depois de deixar a Jovem Pan transferiu-se para a Tupi, onde narrou a Copa de 1990.

Conhece mais de 30 países e fala alemão (aprendeu em casa, com a mãe), inglês e espanhol. Na América Latina não há país que não conheça e o Brasil Edemar conhece de ponta-a-ponta, “dos Pampas aos Seringais”, como diria Joseval Peixoto.

Depois que deixou São Paulo, Edemar tentou voltar profissionalmente à Blumenau, mas a experiência acabou não dando o resultado esperado.

Em 1994 o locutor transferiu-se para Curitiba, onde atuou nas rádios Clube e Cidade. Ultimamente vinha fazendo um trabalho em uma rádio via internet.

Palavra do bloguista:

Agora, a partir de janeiro de 2009, Edemar Annuseck volta ao rádio paulista, agora pela Record, de onde nunca deveria ter saído. Edemar não vem para tirar o lugar de ninguém. Vem para retomar o seu lugar, vago e não substituído.

Que seja bem vindo, caro Edemar, que volte melhor que quando saiu. Mais experiente, mais calejado e, acima de tudo, com mais garra e vontade.

Já que sua capacidade e sua categoria são a toda prova, então só resta desejar-lhe que

Seja Feliz !!!

Moura Nápoli

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Esportes Rádio e TV 3

Pedro Luiz

Nascido Pedro Luiz Paoliello em São Tomás de Aquino-MG, em (?) e falecido em São Paulo, 12 de julho de 1998.

As fotos desta postagem foram extraídas do blog do grande Milton Neves, a quem deixamos nossos agradecimentos.

Considerado um dos mais perfeitos narradores de todos os tempos, formou e comandou grandes equipes esportivas. Em rádio trabalhou na Pan-americana (Jovem Pan), Bandeirantes, Tupi, Difusora, Nacional (Globo) e Gazeta. Em TV, Globo, Tupi, Record e Gazeta.

Veio para São Paulo nos anos 30, onde tornou-se uma verdadeira lenda. Entre 1950 e 1998, transmitiu ou participou de todas as Copas do Mundo.

Sua primeira Copa, em 1950, trabalhava na Pan-americana. Na segunda, 1958, já na Bandeirantes, conseguiu o marco de atingir 90% de audiência, ao lado de Edson Leite e Mário Moraes, dois outros “monstros” do rádio esportivo daquela época.

Em 1963, encarando um desafio, deixou a direção de esportes da Bandeirantes para criar, na Tupi, a espetacular e premiadíssima Equipe 1040.

Narrava com incrível precisão e soube parar no momento certo. Mas um nome como Pedro Luiz, poderia deixar de narrar, mas não poderia abandonar o microfone esportivo. Assim, passou a ser comentarista, mantendo a mesma classe e categoria.

Sua última transmissão como locutor foi a decisão do Paulistão de 1974, entre Palmeiras e Corinthians. Ele trabalhava na Nacional (Globo).

Em 1987, este jornalista/bloguista teve a honra de privar da companhia da “lenda” Pedro Luiz que esteve na festa dos Melhores do Esporte do Jornal Periscópio de Itu. Pedro esteve em Itu ao lado de Wanderley Nogueira (Jovem Pan) e desfilou sua elegância e simpatia.

Curiosidades
<> Morreu uma hora após o encerramento de Brasil x França, final da Copa do Mundo de 1998.
<> Já estava internado na UTI de um hospital e não chegou a ver o fracasso da seleção que tanto acompanhou em tantas Copas.
<> Revelou grandes nomes da imprensa esportiva como Marco Antonio Mattos e Carlos Aymar (já falecidos), Luciano do Valle e Juarez Soares, entre muitos outros.
<> Deixou espoesa e quatro filhos, entre eles, Pedro Luiz Júnior, que era comentaristada rádio CBN de Campinas, quando foi barbaramente assassinado na porta de sua residência, em 2004.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Esportes: Rádio e TV 2

Fiori Gigliotti

Nasceu em Barra Bonita, 27 de setembro de 1928 e faleceu em São Paulo, 8 de junho de 2006.
Foi um dos maiores nomes do rádio esportivo brasileiro em todos os tempos. Esteve presente narrando jogos de dez Copas do Mundo e afirmou que o jogo mais marcante em sua carreira foi a final da Copa Intercontinental de 1962, com a vitória do Santos sobre o Benfica de Portugal.

Sua carreira iniciou-se em 1947, na Rádio Clube de Lins, passando por Bandeirantes, Panamericana (hoje Jovem Pan), Tupi, Record e Capital (nesta última como comentarista, quando morreu).

Foi apelidado de Locutor-Poeta e descrevia com emoção os jogos, invariavelmente levando os torcedores às lágrimas, principalmente nos grandes clássicos. Criou uma série de bordões que tornaram-se famosos, tais como Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo, Crepúsculo de jogo, O tempo passa e Agüenta coração entre tantos outros.

Produzia e apresentava com muito carinho o quadro Cantinho de Saudade, onde lembrava sempre grandes ídolos já falecidos, jogadores que marcaram época, gozaram de fama e fortuna e acabaram no esquecimento...

Depois de décadas comandando o microfone esportivo da Rádio Bandeirantes, deixou a emissora passando para a Record, onde ficou também por bom tempo. Sua saída da Record deu-se de forma um tanto surpreendente, quando a emissora praticamente renovou toda a equipe esportiva. Com isso, Fiori aposentou-se como narrador, voltando alguns meses depois para a Capital, mas já na condição de comentarista pois, aos 75 anos, já não encontrava mais pique para narrar.

Fiori fez escola e seu estilo tornou-se inesquecível e fonte de inspiração para um número enorme de profissionais em todo o país. Fiori recebeu ao longo de sua carreira quase 200 títulos de Cidadão Honorário

Morreu exatamente na véspera da Copa do Mundo de 2006. E agora não adianta chorar, torcida brasileira !!! Fecharam-se as cortinas e terminou o espetáculo !!!

O vídeo mostra um gol do Palmeiras narrrado por Fiori no tempo em que comandava o Scrath do Rádio, na Bandeirantes. Ele, que era palmeirense narra gol do também saudoso Jorge Mendonça. Trata-se de um Flamengo x Palmeiras no Maracanã, em 1979.

domingo, 30 de março de 2008

Esporte: Rádio e TV 1

Geraldo José de Almeida

Paulistano nascido em 12 de março de 1919 e falecido também em São Paulo em 16 de agosto de 1976, Geraldo José de Almeida foi um dos principais nomes do rádio esportivo do Brasil.

Aos 17 anos participou de um concurso para locutor comercial da Rádio Record com quase mil concorrentes e venceu. Seu primeiro contrato foi assinado por seu pai, já que era menor de idade. Fez duas radionovelas na Rádio São Paulo e depois transferiu-se para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

De volta à São Paulo, permaneceu 28 anos na Rádio Record, saindo apenas por um curto período em que foi titular de esportes na Panamericana (hoje Jovem Pan), em 1958.

Em televisão atuou na Record onde, ao lado de Raul Tabajara, inaugurou o formato Mesa Redonda nas noites de domingo, com sucesso absoluto, tanto que esse tipo de programa existe até os dias de hoje.

Esteve presente, pelo rádio ou televisão, nas Copas de 1950 até 1974. Seu auge foi na Copa de 70, pela Globo. Sua forma otimista e vibrante de transmitir contagiou o Brasil.

Geraldo José de Almeida foi casado e teve quatro filhos sendo que Luis Alfredo seguiu seus passos como locutor esportivo.

Curiosidades

<> Torcedor do São Paulo, seus quatro filhos nasceram em anos em que o Tricolor do Morumbi foi campeão.
<> O único neto que chegou a conhecer, filho de Luis Alfredo, nasceu num ano em que o campeão foi o Palmeiras. Porém Geraldo disse que o São Paulo seria campeão no ano seguinte – e foi.
<> Foi ele quem apelidou a seleção brasileira de Seleção Canarinho.
<> Outros apelidos dados por ele: Pelé – Craque Café, Rivelino – Reizinho do Parque, Tostão – Mineirinho de Ouro e Gerson – Canhotinha de Ouro, entre outros.
<> Não gritava gol. Na hora em que a bola entrava, dizia a plenos pulmões: “olha lá, olha lá, olha lá... no pllllaaaaacccccaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr !!!
<> Criou algumas gírias famosas (“ponta de bota” para chute de bico, “que bola bola” para passe perfeito, “lindo, lindo, lindo”
<> Geraldo morreu no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, num domingo em que seu São Paulo disputava um clássico com casa cheia.