Mostrando postagens com marcador Grandes Atores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grandes Atores. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

JOSÉ WILKER

GRANDES ATORES 3

JOSÉ WILKER


Um dos maiores atores do teatro, cinema e televisão do Brasil, José Wilker foi muito mais que isso: diretor, apresentador, locutor e crítico de cinema. Todas as atividades foram exercidas com extrema competência.

Nascido José Wilker Almeida, 20 de agosto de 1944, em Juazeiro do Norte, Ceará, Wilker começou como figurante em teatro, aos 13 anos, em Recife. Em 1967 mudou-se para o Rio, para estudar Sociologia na PUC, mas logo abandonou tudo para dedicar-se ao teatro.

Em 1970, já tendo ganho o Prêmio Molière de melhor ator na peça O arquiteto e o imperador da Assíria, foi convidado para sua primeira novela por Dias Gomes. Assim apareceu em Bandeira 2 , dando vida à Zelito, um dos filhos do bicheiro Tucão (Paulo Gracindo).

Seu primeiro protagonista foi em 1975, com Mundinho Falcão, em Gabriela, um marco da televisão brasileira.

Em sua carreira, Wilker colecionou papeis memoráveis: Rodrigo (Anjo Mau – 1976), Roque Santeiro (Roque Santeiro – 1985), Giovanni Improtta (Senhora do Destino – 2004) e inúmeros outros.

No cinema, só para citar alguns filmes, participou de Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1979), Guerra dos Canudos (1997) e imortalizou Vadinho em Dona Flor e seus dois Maridos (1976).

Em minisséries, atuou com destaque em Anos Rebeldes (1992), Agosto (1993), A Muralha (2000) e JK (2006). Todas as novelas e minisséries foram na Globo.

Dirigiu o humorístico Sai de Baixo (1996) e as novelas Louco Amor (1983) e Transas e Caretas (1984), ambas na Globo e em rápida passagem pela Manchete atuou e dirigiu Carmen (1987) e Campo Santo (1987).

Crítico de cinema por paixão, foi comentarista no canal Telecine, da Globosat, tendo também comentado para a Globo, várias edições de premiação do Oscar.

Seu último trabalho em TV foi Amor à Vida (2013). José Wilker morreu em 5 de abril de 2014, no Rio de Janeiro, na casa da mulher, a jornalista Cláudia Montenegro, vitimado por um infarto fulminante, enquanto dormia.


Por não estar doente, a notícia do falecimento pegou o Brasil de surpresa. O corpo do ator foi cremado.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Grandes Atores 2

Sergio Cardoso

Nascido Sergio Fonseca de Mattos Cardoso, Belém, 15 de março de 1925 e falecido em São Paulo, 18 de agosto de 1972, aos 47 anos.

Passou boa parte da infância em Manaus. Já advogado e morando no Rio de Janeiro, seu sonho era ser diplomata. Entretanto acabou entrando para o Teatro Universitário do Rio de Janeiro estreando no papel-título de Hamlet de Shakespeare e não parou mais. O sucesso foi tamanho que ele largou tudo pela carreira de ator.
(A foto da direita mostra-o ao lado de Ruth de Souza como o escravo Pai Tomás. Nesta novela Sérgio viveu três personagens.)

Em São Paulo participou do Teatro Brasileiro de Comédia – TBC, fazendo trabalhos importantes como A Falecida, A Raposa e as Uvas e Convite ao Baile, entre outras. Fundou sua própria companhia, o Teatro dos Doze, em conjunto com a mulher, a atriz Nydia Lícia, com quem foi casado por muito tempo e teve a filha Silvia Luíza.

Em TV estreou na Tupi e contabilizou vários sucessos como O Cara Suja, o Sorriso de Helena e o maior de todos, Antonio Maria, consagrando-se definitivamente ao lado de Aracy Balabanian. Seu reconhecimento atravessa fronteiras quando – por Antonio Maria – ganha a Ordem do Infante Dom Henrique, do governo português.
(A foto da abaixo também é de Pai Tomás onde ele contracena com Edney Giovenazzi e Paulo Goulart.)

Contratado da Globo em 1969, fez alguns especiais e seis novelas: O Santo Mestiço, A Cabana do Pai Tomás, Assim na Terra como no Céu, Pigmaleão 70, A Próxima Atração e O Primeiro Amor, trabalho que não terminou, pois faleceu durante a trama.

Oficialmente sua morte deu-se devido a um ataque cardíaco, mas correu rumores dando conta de que o ator sofrera um ataque cataléptico – que deixa o corpo da pessoa com os sinais vitais baixíssimos, como se estivesse morta.

O vídeo mostra três momentos de Sergio Cardoso, com Glória Menezes; o inesquecível Antonio Maria e com Elizangela.






Curiosidades
<> Na novela O Primeiro Amor, Sérgio vivia o professor Luciano que era, ao lado de Rosamaria Murtinho, o protagonista.
<> Foi substituído pelo grande amigo e compadre Leonardo Villar, a partir do capítulo 200, e a novela seguiu como se nada houvesse acontecido. A audiência, e o ânimo do elenco, entretanto, jamais foram os mesmos.
<> Um jornal de Belém, na época da morte, levantou a hipótese da catalepsia.
<> Agora: não se sabe se é realidade ou folclore, dizem que seu corpo foi exumado e, ao abrirem o caixão, Sérgio estava de bruços, com o nó da gravata afrouxado e o rosto todo arranhado.
<> Quando morreu, Sérgio Cardoso era um dos atores mais bem pagos da televisão brasileira.
<> Fez quatro filmes. Três Destinos (1955) está até hoje inacabado.
<> Após o sucesso de Antonio Maria, Sérgio e Aracy Balabanian pensaram em correr o Brasil com uma peça de teatro. Porém ao entrarem em cena o público os aplaudia tanto, que tornou-se impossivel o desenvolvimento do trabalho. Tiveram de parar.
<> O ator estava escalado para ser o Tucão de Bandeira 2. Porém não gostou do papel e recusou o convite. Tucão acabou sendo um dos maiores sucessos de Paulo Gracindo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Grandes Atores 1




Paulo Gracindo


As fotos mostram o ator nos anos 50 no tempo da Rádio Nacional e nos anos 70, com Carmem Silva, em Os Ossos do Barão.

Nascido Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, Paulo Gracindo veio ao mundo em 16 de junho de 1911 no Rio de Janeiro e morreu, também no Rio, em 4 de setembro de 1995.

Desde criança, sonhava em ser ator mas o pai era radicalmente contra. Até a morte do pai, em 1928, Gracindo o respeitou e obedeceu. Após sua morte, porém, mudou-se para o Rio e chegou a passar fome para conseguir realizar o sonho de subir a um palco. Entre os anos 30 e 40 participou das maiores companhias teatrais cariocas.

No rádio também fez sucesso. Apresentou o Programa Paulo Gracindo na Rádio Nacional do Rio e arrebatou corações na radionovela O Direito de Nascer, vivendo Albertinho Limonta. Também no rádio fez dupla com Brandão Filho em Balança mas não Cai onde vivia o primo rico e Brandão o primo pobre. O programa depois foi sucesso também na televisão, na Globo.

Na Globo fez várias novelas e criou tipos inesquecíveis como o bicheiro Tucão de Bandeira 2 (1971) e Odorico Paraguaçu de O Bem Amado (1973), que depois viraria seriado (1980/1984) na própria emissora.

Em cinema fez vários trabalhos, mas dizia não se identificar muito com a chamada sétima arte.

Morreu de câncer aos 84 anos e deixou o filho Gracindo Júnior, outro grande ator brasileiro.

Na novela O Casarão (1976), ao lado da também já falecida Yara Côrtes, participou de uma cena antológica.

O vídeo mostra a morte de Odorico Paraguaçu eno capítulo 177 de O Bem Amado. Participam Lima Duarte, Maria Cláudia, Ida Gomes e Carlos Eduardo Dolabella.





Esse é o último capítulo de O Casarão (1976), com Paulo Gracindo e Yara Côrtes. Uma das cenas antológicas da televisão brasileira.





Curiosidades

<> Paulo Gracindo considerava-se alagoano pois, ainda bebê, foi morar em Maceió.
<> Quando o pai morreu, Gracindo morava em Recife e estava prestes a formar-se em Direito.
<> O Pai de Paulo Gracindo não admitia a idéia do filho ser ator. Já Paulo também não queria que Gracindo Filho fosse ator.
<> Gracindo Júnior, em depoimento à Rádio Nacional do Rio, disse que iniciou a carreira aos 14 anos, escondido do pai, quando este viajava em férias.
<> Em 1974 gravou, com Clara Nunes o LP Brasileiro Profissão e Esperança.
<> Fez o programa 8 ou 800, na Globo, que premiava até com 800 mil cruzeiros a quem respondesse perguntas sobre um determinado assunto.
<> Jamais alcançaria o sucesso se não mudasse de nome. Paulo Gracindo brincava dizendo que – chamado Pelópidas – “uns me chamavam de Petrópolis, outros de Pelópes, fui chamado até de Envelope”, dizia.
<> Mas se você acha estranho o nome Pelópidas, seu pai chamava-se Demócrito.