quinta-feira, 6 de junho de 2019

Programas de Humor - 16

Uma das primeiras formações na Rádio Mayrink Veiga

MISS CAMPEONATO

Sucesso no rádio carioca de 1957 a 1964 pela carioca Mayrink Veiga, o programa Miss Campeonato, ainda em 1957 passou para a televisão, sendo apresentado pela TV Paulista (hoje Globo), até 1965. Neste período, na Tupi do Rio, entre 1960 e 1961 e na Gazeta de São Paulo, em 1974.

A idealização foi do genial jornalista Sérgio Porto, cujo pseudônimo era Stanislaw Ponte Preta, que queria reunir as três maiores alegrias do homem – humor, futebol e mulher – em uma única atração.

A Miss Campeonato era a taça de campeão, no Rio do Campeonato Carioca e em São Paulo do Campeonato Paulista, personificada em mulher e cada time era representado por um comediante. A partir disso o humor rolava solto.

Personificando a Miss Campeonato, havia sempre uma das chamadas “Certinhas do Lalau”, vedetes esculturais escolhidas a dedo por Sergio Porto.

Elenco paulista da atração
Passaram pelo programa as duas que ficaram mais tempo e fizeram mais sucesso, Rose Rondelli (Rio) e Carmem Verônica (Sampa), sendo que por várias vezes elas se revezaram. Célia Coutinho e Anilza Leone foram outras que também vestiram o maiô preto da atração.

Dentre os comediantes que representavam os times paulsitas e cariocas, foram inúmeros os nomes. Só para citar alguns: Zé Trindade (Flamengo), Geraldo Alves (Botafogo), Ema D’Ávila (Portuguesa) Antonio Carlos Pires (pai de Glória Pires – Canto do Rio).

Em São Paulo:  Ronald Golias (São Paulo), Borges de Barros (Corinthians), Chocolate (Ponte Preta), Canarinho (Guarani), Roberto Barreiros (grande dublador – Corinthians), Clayton Silva (Juventus) e Gilberto Garcia (pai de Rosana e Isabela Garcia – trabalhava na pensão da mãe de Miss Campeonato), entre outros.

Lucimara Parisi, a Miss Campeonato da TV Gazeta
Entre 1964 e 1965, na TV Paulista, Marli Marlei, a única que não foi uma das “Certinhas do lalau”, assumiu o famoso maiô preto.

Após o termino dos programas no Rio e em Sampa, a atração foi revivida, já sem o mesmo sucesso, em 1974, pela TV Gazeta, tendo como Miss Campeonato Lucimara Parisi (que era muito bonita, mas já não usava o maiô). 

O programa ficou no ar por apenas três meses.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Programas de Humor - 15

DONA SANTA

Entre 6 de outubro de 1981 e meados de 1982, chegando a 32 capítulos, a Bandeirantes levou ao ar o seriado humorístico Dona Santa, estrelado por Nair Belo e Elias Gleiser.  O programa teve roteiro de Marcos Caruso e Geraldo Vietri, que também respondia pela direção.

Tratava das aventuras e confusões vividas por Dona Santa (Nair Belo), uma mulher descendente de italianos, de meia-idade, moradora no bairro do Bixiga. 

Viúva, é forçada a sobreviver dirigindo um taxi, pelas ruas de São Paulo.

Sempre contando com a ajuda do amigo e conselheiro Padre Ferdenuto (Elias Gleiser), divide-se entre a vida profissional e doméstica, tendo de conviver com o genro Silvio (Amilton Monteiro e depois Zé Carlos Andrade), um boa vida, sempre esperando se dar bem na vida com a política, além da filha Dileta (Cláudia Alencar), apaixonada pelo marido e sempre defendendo-o.

CURIOSIDADES

• Dona Santa marcou a estreia, com nove anos de idade, de Selton Mello, que depois ainda fez a novela Braço de Ferro na Bandeirantes e só depois iria fazer novelas na Globo.
• Aos 50 anos, Nair Bello foi obrigada a entrar em uma auto escola e aprender a dirigir para viver a taxista.

Veja abaixo um trecho do programa.









sexta-feira, 3 de maio de 2019

Tributos - 158


Morre Beth Carvalho - A Madrinha do Samba

Praticamente às vésperas de completar seus 73 anos, a cantora e compositora Beth Carvalho faleceu no Rio de Janeiro, onde nasceu batizada Elizabeth Santos Leal de Carvalho.

Beth apareceu no cenário musical no Festival Internacional da Canção - FIC, defendendo a música Andança, mais voltada à Bossa Nova que propriamente ao Samba.

A partir desse sucesso, que não ganhou o festival, mas tornou-se um clásico, Beth não parou mais. Foi aos poucos migrando para o Samba, devido suas próprias raízes.

Apaixonada pela Mangueira e Cacique de Ramos, seu talento ia além de soltar a voz no microfone. Beth também foi compositora e instrumentista.

Sua missão também foi de garimpar e lançar sambistas. E a lista é enorme. Por isso o carinhoso apelido de Madrinha do Samba.

Há anos Beth Carvalho lutava contra problemas na coluna o que a obrigou, primeiro a usar cadeira de rodas e depois ficar acamada. Nem por isso deixou de cantar.

Internada desde janeiro, a cantora planejava comemorar seus 73 anos com um show. Ela já tinha lata médica, mas seguiu internada para que pudesse ser melhor monitorada pela equipe médica.

Uma infecção generalizada, entretanto, acabou por leva-la na tarde da terça-feira (30 de abril).

Embora tenha suas raízes no Samba, Beth Carvalho era eclética. Exemplo disso foi transformar O Meu Guri, de Chico Buarque de Holanda, em um clássico imortal...




terça-feira, 23 de abril de 2019

MULTIMÍDIA - 5

Aguilar e Roberto Carlos
ANTONIO AGUILLAR



Se a Jovem Guarda foi o programa que deu início a um movimento que tomou conta da juventude brasileira no início dos anos 1960, o programa comandado por Roberto, Erasmo e Wanderléa não foi o primeiro a fazer sucesso no gênero.

Antes, na própria Record, o Reino da Juventude, apresentado por Antonio Aguillar, em 1963, fazia a festa dos jovens nas tardes de sábado, às 15h, incendiando o Teatro Record.

Antonio Aguillar foi um grande incentivador musical, lançando cantores e conjuntos, criando programas de rádio e televisão. 

No Reino da Juventude brilhavam Sérgio Reis, The Vips (que depois seria Os Vips, Marcos Roberto, The Clevers (que depois seria Os Incríveis) e The Jet Black's, entre outros que com a Jovem Guarda só cresceram ainda mais.

Rita Pavoni apresentou-se em seu programa na Record
Foi empresário de artistas como Altemar Dutra, Lindomar Castilho e outros. Se não foi responsável direto, teve imprtante participação no lançamento de artistas como Paulo Sérgio, Jean Carlo, Wanderley Cardoso, Eduardo Araújo, Georde Freedman, Carlos Gonzaga e muitos outros.

Antonio Aguillar foi uma pessoa múltipla. Além de apresentador de rádio e televisão, foi também jornalista, fotógrafo, redator, compositor e empresário. Atualmente comanda programa musicar na Rádio Capital de São Paulo.

Para completar, Aguillar ainda tem um livro de memórias. Trata-se de Memórias de Antonio Aguillar, que tem depoimentos ao jornalista Paulo César Ribeiro, com prefácio do saudoso Jerry Adriani e orelha assinada por ninguém menos que Roberto Carlos. Em 387 páginas sua vida e carreira é contada com riqueza de detalhes.

O grande multimídia está prestes a comemorar 90 anos, o que acontecerá em outubro próximo.


Com Sérgio Reis. Grandes amigos






terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

CURIOSIDADES - 9

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

A ESTATUETA DO OSCAR

A famosa e cobiçada estatueta do Oscar, foi inspirada no “índio” Emilio Fernandez.

A estatueta dourada do Oscar foi criada pelo diretor de arte da Metro Goldyn Mayer (MGM) Cedric Gibbons, um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Por indicação de sua namorada, a atriz Dolores De Rio (com quem se casaria algum tempo depois), o então ator mexicano Emilio Fernandez, conhecido como 'El Indio', foi convidado para servir de modelo.

Emilio, então figurante do estúdio, recusou o convite a princípio, já que teria que posar nu para os desenhistas. Mas precisando de dinheiro, acabou aceitando o convite.

Foi assim que o premio mais famoso do cinema ganhou os traços de um antigo guerrilheiro mexicano exilado nos Estados Unidos.

Emílio - Nascido em Coahuila de Zaragoza, em 26 de março de 1904 e falecido na Cidade do México, em 6 de agosto de 1986, o ator iniciou em Hollywood em 1926, fazendo várias figurações.

Voltou para o México em 1934, quando interpretou um foragido no filme Corazón Bandoleiro, que lhe deu alguma visibilidade.

O ator viria tornar-se conhecido, entretanto, em 1943, mas como cineasta, dirigindo filmes de sucesso como Maria Candelária (com Dolores Del Rio), Enamorada e Rio Escondido, entre outros.

Fernández nutria uma paixão platônica pela atriz britânico-americana Olívia de Havilland, sem jamais tê-la conhecido pessoalmente. Tal paixão teria começado quando ele assistiu ao filme E o Vento Levou..., em 1939. 

A partir de então tentou aproximar-se da amada por meio de cartas. Como não dominava o idioma inglês, procurou ajuda do amigo, o escritor Marcus Goodrich.

Este literalmente passou-lhe a perna, pois a partir das cartas acabou conhecendo Olívia e... casou-se com ela!

Fernández pediu ao presidente do México, Miguel Alemán Valdés para que a rua onde tinha sua mansão, na Cidade do México, recebesse o nome de Dulce Olívia (Doce Olívia) em homenagem a sua eterna amada.

Segundo o homem que inspirou o Oscar, essa foi a maneira que encontrou para estar sempre próximo à eterna paixão.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

MULTIMÍDIA - 4


Rolando Boldrin

Nascido em São João da Barra/SP em 22 de outubro de 1936, Rolando Boldrin é daquelas pessoas que fazem de tudo um muito. Cantor, compositor, instrumentista, ator, apresentador, contador de causos...

Desde os sete anos já tocava viola. Aos 12 formou com o irmão a dupla Boy e Formiga, iniciando uma carreira de sucesso na rádio local.

Incentivado pelo pai, Boldrin veio para São Paulo aos 16 anos de carona em um caminhão. Na capital, fez de tudo: sapateiro, frentista, carregador, garçom e ajudante de farmacêutico.

Entre os anos 1950 e 1960, foi ator dos teleteatros da Tupi, trabalhando ao lado de Lima Duarte, Laura Cardoso, Dionísio Azevedo e outros. Posteriormente atuou também pela Record e Bandeirantes.

Em 1960, aos 23 para 24 anos, participou do disco de Lurdinha Pereira (que viria ser mais adiante sua esposa) e em 1974 lançou seu primeiro disco solo, O Cantadô, pela Continental.

Como apresentador, nos anos 1980 esteve a frente dos programas Som Brasil (Globo), Empório Brasileiro (Bandeirantes) e Empório Brasil (SBT). Atualmente comanda o Sr. Brasil (Cultura).

Em todos, entrevista, canta e conta causos que entretém as mais variadas plateias, de todas as idades. Boldrin é um dos maiores divulgadores da música sertaneja raiz.

Como se não bastasse tudo isso, Rolando Boldrin também tem seu nome ligado ao teatro e cinema.

Hoje é casado com Patrícia Maia e tem uma filha, Vera Boldrin.

A música Vide Vida Marvada tornou-se um verdadeiro clássico, dentre outros da sua extensa e vitoriosa carreira.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

TRIBUTOS - 157

MORRE BIBI FERREIRA

A grande dama do teatro, Bibi Ferreira, faleceu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019, aos 96 anos. Seu nome era Abigail Isquierdo Ferreira. 

A atriz sofreu uma parada cardíaca em sua residência, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Ela estava ao lado da filha Tina (Teresa Cristina Ferreira) e sua cuidadora.

Em julho passado ela foi hospitalizada com problemas de desidratação e em setembro, despediu-se definitivamente dos palcos.

"Essa palavra - parar - nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente", disse Bibi ao despedir-se profissionalmente.

Cantora, atriz, diretora, Bibi esbanjava força e energia. Bibi era filha do não menos talentoso Procópio Ferreira.





Estrela reverenciada no Brasil e no exterior, Bibi aparece neste vídeo ao lado da não menos diva Liza Minelli, que simplesmente se desmancha em carinhos com a brasileira.






terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

PERSONAGENS INESQUECÍVEIS - 10

Boris como a criatura

FRANKESNTEIN

O filme Frankenstein teve várias versões no cinema mundial. O clássico, entretanto, foi o filme da Universal, em 1931, estrelado por Boris Karloff.

Na verdade Frakenstein era o nome do doutor, vivido por Colin Clive. Sua criatura  (vivida por Boris), entretanto, acabou virando popularmente Frankesntein e o sucesso sobressaiu-se ao próprio criador.

No enredo, o jovem cientista Henry Frankenstein é expulso da faculdade por desenvolver experiências proibidas. Ajudado pelo leal assistente, o corcunda Fritz (Dwight Frye), Henry decide roubar cadáveres para com partes ir montando sua própria criatura.

Boris Karloff sem maquiagem
Quando faltava apenas o cérebro, ele ordena a Fritz que roube um na faculdade. O que Henry não sabe é que o cérebro roubado é de um terrível assassino.
Por outro lado, o pai, a noiva e um amigo de Henry Frankesntein se preocupam com sua saúde e o procuram na faculdade, vindo a saber que ele havia sido expulso e saído jurando vingança.

Eles então vão ao laboratório do cientista e acabam testemunhando o grande momento da experiência, quando o cérebro é colocado no corpo montado. A criatura é elevada numa plataforma até que recebe uma descarga elétrica de um relâmpago, que lhe trás à vida com sucesso.

O problema é que o cérebro criminoso da criatura e seus impulsos assassinos fogem ao controle e o ser inicia uma série de assassinatos, graças a sua descomunal força.

Ao final, criador e criatura encontram-se em um duelo de final trágico.

Curiosidades

Bela Lugosi (Drácula) não aceitou ser a criatura
• Bela Lugosi, ator famoso na época e emblemático por seus papeis de Drácula (foto), foi convidado a ser o monstro de Frankesntein, mas não aceitou o papel.

• Foram dois os motivos: primeiro porque os produtores se recusaram a usar a maquiagem proposta pelo próprio Lugosa e depois porque o personagem não tinha nenhuma fala no filme. Então Boris Karloff foi convidado e acabou sendo imortalizado por sua incontestável e incomparável atuação.

Colin Clive
• O orçamento original do filme foi de US$ 291 mil. Nas bilheterias americanas, o filme rendeu US$ 12 milhões. Fora a arrecadação monumental no resto do mundo.

• O sucesso frutificou em outros filmes como A noiva de Frankesntein, O filho de Frankesntein e outros. 

• O filme imortalizou Boris Karloff como Franksntein, mas na verdade seu personagem sequer tinha nome na sinopse original, como também não teve fala. No filme Henry Frankesntein era o jovem cientista vivido por Colin Clive, que acabou sendo esquecido pela história.









quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

CADÊ VOCÊ - 33

INÊS GALVÃO

Nascida em Juiz de Fora/MG, Inês Galvão é uma atriz que teve sucesso na televisão nos anos 1980/1990 na Globo.

Começou em humorísticos como Planeta dos Homens e Viva o Gordo e depois passou para as novelas, tendo estreado em Eu Prometo (1983). Seu último papel foi em Uga-Uga (2000).

Quando estava no auge da carreira, Inês largou tudo e mudou-se para Cuiabá/MT, numa espécie de retiro voluntário. Casada com o ex-jogador Gaúcho, que atuou em seu melhor momento pelo Flamengo, a atriz disse que estava deixando a carreira para se dedicar ao marido e filhos.

Seu último trabalho em televisão foi como diretora e apresentadora de um programa no Mato Grosso/MT.

Há algum tempo, Inês voltou ao Rio de Janeiro e não esconde que sente saudades da televisão e tem procurado contato com diretores pensando numa possível volta.

Inês Galvão foi casada com Fábio Cavalcante (filho de Tenório Cavalcante) e Ney Latorraca. Agora está casada com Gaúcho há 27 anos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Dubladores - 8

MARALISE TARTARINE

A dubladora paulistana Maralise Tartarine, falecida em 30 de novembro de 2014, aos 70 anos, deixou um grande trabalho de dublagem em seu currículo.

Seu trabalho mais famoso, entretanto, não foi em nenhum filme, seriado ou desenho, mas sim no programa Fantástico da Globo

Maralise deu voz à simpática e carismática Zebrinha, que dava os resultados da então muito popular Loteria Esportiva.

Com o bordão "ih... olha eu aí: zeeeeeeebra!", quando algum resultado saía da lógica, a Zebrinha encantava a todos.

Entre outros trabalhos, Maralise também dublou Gilda em Capitão Caverna, Shina de Cobra em Os Cavaleiros do Zodíaco, Sofía de Rodríguez (Paula Peña) em Betty a Feia, Kathleen Turner em A Jóia do Nilo e Tudo Por Uma Esmeralda e Meg Ryan em Mais Forte Que o Ódio e Top Gun - Asas Indomáveis.

Nos desenhos animados deu voz à Olívia Palito de Popeye e em alguns episódios de Os Flintstones como Bete Rubble.

O vídeo mostra a Zebrinha dando resultados em 1979, "contracenando" com Léo Batista. 


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Papo de Blogueiro

2018 está terminando e a palavra que o define é GRATIDÃO!

2019 está chegando e a palavra que o define é ESPERANÇA!

O Ampulheta Virtual deseja a todos, amigos, seguidores ou mesmo aqueles que só passam por aqui, um Ano Novo cheio de realizações.

Obrigado. Sempre!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

JORNAIS E TELEJORNAIS - 2


Jornal Amanhã

Se atualmente o Jornal Hoje é um dos mais tradicionais da televisão, saiba que a Globo já teve o Jornal Amanhã.

Com uma proposta inovadora, o telejornal estreou em 10 de maio de 1975, em substituição ao Jornal Internacional e era exibido por volta das 22h40 de segunda a sexta, com apresentação de Carlos Campbell (foto) e Márcia Mendes.

O Jornal Amanhã, apresentado em um formato bem mais informal que os telejornais da época, principalmente o Jornal Nacional, que já era o principal noticioso global, tinha três blocos, destacando noticiário nacional e internacional, previsão do tempo e gente.

Lucas Mendes (Estados Unidos) e Sandra Passarinho (Inglaterra), então com notícias via satélite (algo inovador na época), encarregavam-se do noticiário internacional. Notícias de Gente e Frases do Dia eram quadros fixos da atração.

Em maio de 1976, com um ano, o Jornal Amanhã ganhou novo cenário, mais moderno ainda, e passou a ser exibido a partir das 23h30.

Em 1977 passou a ser apresentado por Sérgio Chapelin e em 1979, Leda Nagle foi a comandante.

O Jornal Amanhã ficou no ar até 30 de março de 1979, quando foi substituído pelo atual Jornal da Globo. Vale destacar que entre março de 1981 e agosto de 1982 o horário apresentou o Jornal Nacional – Segunda Edição. Depois voltou o Jornal da Globo que está no ar até hoje.

Abaixo a vinheta do telejornal







terça-feira, 18 de dezembro de 2018

RADIALISTAS - 4

Nascido em Campinas/SP, em 14 de dezembro de 1922, Rubens Moraes Sarmento foi um dos grandes nomes do rádio brasileiro e brilhou também na televisão.

Iniciou sua carreira aos 19 anos, em Uberlândia/MG, passou por São José do Rio Preto/SP e chegou a São Paulo, passando por várias emissoras como Rádio Cosmos, Cultura, Tupi e Bandeirantes, entre outras.

Teve como padrinho profissional o grande radialista Roberto Corte Real (irmão do comediante Renato Corte Real) e foram inúmeros os programas que comandou com sucesso. Dentre eles, Cirquinho do Simplício, Programa Moraes Sarmento, A Bandeirantes viaja com você - Saudades da minha terra e o tradicionalíssimo Almoço à Brasileira, 22 anos no ar pela Rádio Bandeirantes.

Em 1976 estreou em televisão comandando o Praça Moraes Sarmento, pela Tupi, programa que teve curta duração e que fez Sarmento não gostar muito da experiência televisiva.

Voltou à TV em 1980, já pela Cultura, apresentou o Viola, Minha Viola por 11 anos, inicialmente com Nonô Basílio e posteriormente com Inezita Barroso (foto), fazendo uma dupla de grande sucesso, mostrando o interior paulista.

Nos últimos anos de sua vida, de volta ao rádio, sua verdadeira paixão, comandava um programa nas noites de sábado, na Rádio Capital.

Casado com dona Wilma e pai de Marisa (deixou netos e bisnetos), Moraes Sarmento esteve 60 anos no ar ininterruptamente. Ganhou inúmeros prêmios por sua atuação profissional, pautada sempre pela retidão, seriedade e extrema dedicação ao trabalho.

Moraes Sarmento faleceu aos 75 anos, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória em decorrência de problemas cardíacos. Seu corpo está enterrado no Cemitério do Morumbi.

Sarmento deixou alguns bordôes que tornaram-se celebres como "vou batendo a minha rica plumagem" (quando despedia-se dos ouvintes), "aquele abraço" (onde fazia a sonoplastia de um forte abraço, batendo a mão no próprio antebraço, dando a impressão aos ouvintes que realmente dava um forte e fraternal abraço em todos) e "1900 e Moraes Sarmento" (quando referia-se a algo bastante antigo).

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ENCONTROS - 31

DEAN MARTIN & BARBARA EDEN

Ele já havia passado do auge de sua carreira, mas mantinha-se inabalável e arrastava milhões de fãs por onde passasse.

Ela já havia sido catapultada ao estrelato e sua presença linda, simpática e cativante, chamava a atenção.

Dean Martin e Barbara Eden encontram-se e cantam em um show para a televisão americana, para delírio de seus fãs.



quarta-feira, 5 de setembro de 2018

TRIBUTOS - 156


MORRE BEATRIZ SEGALL
 
Faleceu na quarta-feira 5 de setembro de 2018 a atriz Beatriz Segall, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, aos 92 anos.

Uma das grandes atrizes do Brasil, a artista fez uma sólida carreira de mais de 70 anos nos palcos, sets e televisão.

O papel que a imortalizou na teledramaturgia foi na novela Vale Tudo, em 1988, interpretando a vilã Odete Roitmann e parando o Brasil com a celebre pergunta: “quem matou Odete Roitmann?”

Beatriz havia passado um período internada no Albert Einstein, com problemas respiratórios, mas recebeu alta. Porém foi internada novamente, quando veio a falecer.

Discreta, a família não passou detalhes sobre o ocorrido. 

As fotos mostram a atriz em tempos diferentes, mas sempre ressaltam sua classe e destacam seu olhos, uma marca registrada.





O vídeo mostra a cena antológica da morte de Odete Roitmann. Em Vale Tudo, na Globo, 1988.