segunda-feira, 30 de março de 2009

Tributo - 36

Ankito

Nascido Anchizes Pinto em São Paulo, 26 de fevereiro ou 26 novembro de 1924 (não há um registro correto) e falecido de 30 de março de 2009, de câncer de pulmão, aos 84 ou 85 anos.

Um dos maiores nomes da chanchada no Brasil, Ankito nasceu em família circense, sendo filho do palhaço Faísca e sobrinhbo do famoso Piolim. Aos sete anos, passou a atuar profissionalmente no globo da morte. Anos mais tarde atuou no Cassino da Urca como acrobata, o que lhe rendeu cinco vezes o título de campeão sulamericano de acrobacia, que na época era considerado um esporte.

Em teatro, contracenou com os maiores nomes como Grande Otelo, e as melhores vedetes dos anos 50.

No cinema esteve presente em inúmeras chanchadas, tendo participado – e em muitos como protagonista – de 56 filmes como Marujo por Acaso, Um Candando na Belacap, Metido a Bacana entre tantos outros.

Em televisão iniciou na Tupi e participou de inúmeros programas humorísticos. Passou também pela Record, Bandeirantes... Na Globo além dos humorísticos também fez novelas como Gina, Marina, A Sucessora, Alma Gêmea e muitas minisséries.
O vídeo mostra cena do filme Pé na Tábua de 1957, onde Ankito contracena com Renata Fronzi. Agradecimentos ao site Canal Memória.



Curiosidades
<> Deixou viúva a atriz Denise Casais.
<> Formou com Grande Otelo uma dupla famosíssima, a partir de 1966 até praticamente a morte do amigo.
<> Atuou também em O Sítio do Picapau Amarelo fazendo os personagens “Soldadinho de Chumbo” e “Curupira”.
<> Fazia parte do elenco fixo do programa global Zorra Total.

Novelistas - 4

Marcos Rey

Nascido Edmundo Donato, São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 e falecido também em São Paulo, 1 de abril de 1999, Marcos Rey foi escritor, tradutor, novelista e cineasta.

Descendente de italianos herdou do pai, grafico que trabalhava na Editora Monteiro Lobato, o gosto pela leitura. Seu irmão mais velho, Mário Donato, também é escritor e tradutor.

Em televisão, Marcos Rey redigiu programas e adaptou clássicos como O Príncipe e o Mendigo e A Moreninha, entre outros, e foi roteirista de Vila Sésamo, além de participar do grupo de redação de O Sítio do Picapau Amarelo.

No cinema escreveu vários roteiros de pornochanchadas, produzidas em São Paulo, na chamada Boca do Lixo, como As Cangaceiras Eróticas e O Inseto do Amor, entre outras.
Morreu de câncer no fígado.

O vídeo mostra cena da novela A Moreninha, da Globo, adaptada por Marcos Rey e protagonizada por Nívea Maria, no auge de sua beleza. Aparecem também Henriqueta Brieba, Tessy Calado e Léa Garcia.



Curiosidades
<> Foi tradutor, em conjunto com o irmão de livros em inglês.
<> Dedicou-se principalmente às obras voltadas ao público juvenil, mas também destacou-se escrevendo romances, crônicas e contos.
<> Na década de 90 tornou-se colunista da revista Veja São Paulo, deixando 175 crônicas naquela publicação.
<> Escreveu também romances policiais e gostava muito, em suas obras, de retratar a cidade de São Paulo.

Programas de Humor - 4



Chico City

Levado ao ar pela Globo, de 1973 a 1980, Chico City tinha como figura central o humorista Chico Anysio que dava vida a uma extensa galeria de personagens na fictícia cidade que levava o nome do programa.

Chico City era um vilarejo nordestino, cujo prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira que, soube-se depois, era filho do Professor Raymundo. Havia um jornal de oposição e na rádio, fazia sucesso o locutor Roberval Taylor.

Nos comícios de Canavieira apresentava-se o grupo Baiano e os Novos Caetanos (alusão à Caetano [Veloso] e Os Novos Baianos. A música Vô Batê Pá Tú acabou sendo grande sucesso no Brasil e até mesmo no exterior.

Pantaleão, o maior mentiroso do Brasil morava na cidade, contando seus “causos”, sempre com a cumplicidade da mulher Terta. O protejido do casal era Pedro Bó.

Chico Anysio protagonizava os principais quadros, mas haviam alguns que eram exclusivos de outros humoristas como o Beleza (Carlos Leite), Bertoldo Brecha (Mário Tupinambá).

O programa sempre terminava com o preto velho Véio Zuza, com quem todos na cidade iam se “consultar”.

Chico City cresceu e tornou-se metrópole e, com isso, novos personagens foram criados como Tavares com sua mulher Biscoito, o jogador em fim de carreira Coalhada, Bozó, Quem-Quem, Professor Raymundo, Nazareno, Coronel Limoeiro e inúmeros outro de sua coleção de mais de 200 personagens.

Seria praticamente impossível mostrar todos os personagens. Mas selecionamos alguma coisa que possa remeter os mais velhos às deliciosas lembranças e os mais novos a matar a curiosidade.













Curiosidades
Depois do fim do programa, Chico teria na Rede Globo outras atrações, como Chico Total (duas versões. Uma mensal no inicio dos anos 80 e outra semanal em 95), Estados Anysios de Chico City, O Belo e as Feras, Escolinha do Professor Raymundo e o antológico Chico Anysio Show.
Geralmente a família de Chico sempre trabalhava. Os filhos, a irmã, a esposa...

domingo, 29 de março de 2009

Cantores - 3

Tim Maia

Nascido Sebastião Rodrigues Maia, no Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 e falecido em Niterói, 15 de março de 1998, aos 55 anos, após sentir-se mal durante um show e ser hospitalizado.

Penúltimo filho de 19 irmãos, ainda adolescente começou a compor músicas. Quando iniciou a carreira artística, foi pioneiro ao trazer o estilo soul para a MPB, com sua voz grave, forte e carregada. Começou como baterista no grupo Tijucanos do Ritmo.

Em 1957 fundou o grupo Os Sputniks, do qual participavam Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Em 1959 morou nos Estados Unidos onde estudou inglês e teve seus primeiros contatos com a soul music, chegando a participar do grupo The Ideals. Ficou quatro anos em terras de Tio Sam e voltou, deportado, ao Brasil.

Em 1970 gravou seu primeiro LP, ficando nas paradas no Rio de Janeiro por 24 semanas seguidas. Conseguiu com este disco, emplacar quatro sucessos como Primavera, Coronel Antonio Bento, Azul da Cor do Mar e Eu Amo Você, além da música These are the Songs, que seria gravado por Elis Regina.

Daí por diante não parou mais de fazer sucesso com músicas românticas ou balanços. Foram sucessos em sua voz hits como Chocolate, Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar), Gostava Tanto de Você , entre tantas outras.

Se nos palcos o sucesso foi seu companheiro fiel, em sua vida pessoal vivia em eterna luta. Romântico ao extremo, reclamava que não tinha sorte no amor. Reclamava que as pessoas só se aproximavam dele por interesses, etc.

Envolveu-se com álcool e drogas e ficou famoso por não cumprir horários e compromissos, além de reclamar em público do som em seus shows.



Deixou uma viva lembrança em seu sobrinho Ed Motta.

O vídeo mostra um encontro simplesmente maravilhoso entre Fábio, Tim Maia e Hildon. Na música Velho Camarada. Em termos de romantismo, um momento dos mais lindos na MPB, no final doa anos 70.


Já este vídeo mostra todo o swing e balanço de Tim Maia, já mais maduro, interpretando Gostava Tanto de Você em que Tim Maia, revive o sucesso. Essa música foi feita para um grande amor que morreu precocemente. Reparem na letra a mensagem de dor e saudade, embora o ritmo seja um balanço muito legal e animado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Programas de Humor - 3

Balança Mas Não Cai

Programa que fez extraordinário sucesso tanto no rádio como na televisão. A primeira foto mostra Paulo Gracindo e Brandão Filho nos tempos da Rádio Nacional. Já a de baixo é o fime de cinema com Herval Rossano e uma atriz que não consegui identificar.

No rádio, estreou em 1951, indo até 1967, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Trata-se de um edifício chamado Balança Mas Não Cai. Tudo girava em torno dos moradores, nas mais variadas situações em seus problemas cotidianos. Os quadros eram ancorados por Wilton Franco que interligava as esquetes entre os moradores.

Em 16 de setembro de 1968, estreou na televisão, pela Globo, seguindo até dezembro de 1971, apresentado ao vivo por Augusto César Vanucci. Em 1972 passou para a Tupi, retornando à Globo em 1982, para ser apresentado por Paulo Silvino. No final de 1983 saiu definitivamente do ar.

Dirigido por Max Nunes, tinha um grupo de redatores com humoristas de primeira linha como Geraldo Alves, Tutuca e Ary Leite. A redação final era de Roberto Silveira.

O vídeo mostra o quadro do Primo Rico e Primo Pobre no programa em 1982.




Já este é uma deliciosa brincadeira de uma das campanhas de final de ano da Globo. Lembra do Invente, tente... faça um 92 diferente. Agradecimentos ao blog Memória da TV.


Agora prestem atenção neste quadro do programa em 1983. Qualquer semelhança com o que vemos hoje em Zorra Total é tremenda cópia. Isso mostra que Chacrinha tinha razão ao dizer que "em televisão nada se cria, tudo se copia". E ainda acho que naquela época, em 1983, isso já devia ser cópia... Agradecimentos ao site Canal Memória.



Curiosidades
<> No elenco fixo destacaram-se tanto no rádio como na TV, Paulo Gracindo (Primo Rico), Brandão Filho (Primo Pobre), Lúcio Mauro (Fernandinho) e Sônia Mamede (Ofélia).
<> Outros grande humoristas que participavam do programa: Berta Loran, Ary Leite, Castrinho, Cole, Costinha, Ema D’Ávila, Walter D’Ávila, Lilico, Nádia Maria, Rogério Cardoso, Tião Macalé e Zé Trindade, entre outros.
<> Balança Mas Não Cai virou filme para cinema em 1953. No elenco, além de Brandão Filho e Paulo Gracindo, participavam também Mario Lago, Marlene, Herval Rossano, Rogéria e Wilson Grey, entre outros.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Festivais - 5

IV FIC – Festival Internacional da Canção – 1969

Um dos melhores Festivais da Globo foi o IV Festival Internacional da Canção, levado ao ar em 1969. A fase nacional teve Evinha com Cantiga Por Luciana como vencedora. Já a fase internacional apontou o inglês Malcolm Roberts como vencedor.

Na grande final, no Maracanãzinho absolutamente lotado, numa noite de 28 de setembro de 1969, uma surpresa: quando público e crítica esperavam o grande duelo entre Evinha e Malcolm Roberts pelo primeiro lugar. Evinha venceu, mas foi Malcolm Roberts quem conquistou.

Enquanto Malcolm Roberts soltava seu vozeirão quase derrubando o Maracanãzinho para delírio da platéia, e muitos gritavam “já ganhou, já ganhou”, mesmo quando foi anunciado como terceiro, eis que o primeiro lugar fica para a voz afinadíssima, mas calma e adocicada de Evinha com Cantiga por Luciana.

O vídeo Mostra Malcolm Roberts defendendo Love is All, terceira colocada. Reparem na vibração da platéia. A música foi ovacionada como se fosse a verdadeira campeã, possivelmente superando, em vibração do público, a própria vencedora. Arrepia.



E a grande vencedora, Evinha encantando o Maracanãzinho com Cantiga Por Luciana. Ela mostrou-se inabalável. Deu seu recado com classe e também quase levou o Maracanãzinho abaixo. O vídeo é a abertura do programa saudade Não Tem Idade que a Globo apresentou nos anos 60.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Atrizes - 10

Elza Gomes

Nascida Luísa dos Santos, Lisboa, 19 de outubro de 1910 e falecida no Rio de Janeiro, 17 de maio de 1984, vítima de câncer no pâncreas.

Elza Gomes veio com os pais, artistas, ainda menina para o Brasil. Aos 12 anos estreou na peça A Pequena Marmita. Durante muitos anos foi estrela da Companhia Procópio Ferreira.

Atuou por 20 anos em rádio, fazendo radionovelas, televisão e cinema, mas era no teatro que sentia-se em casa. Foram mais de 400 peças duarnte toda sua carreira, com destaque para My Fair Lady, A Dama das Camélias e Senhora da Boca do Lixo, entre outras.

Em televisão, foram 19 novelas, onde marcava fazendo a velhinha carente ou trambiqueira. Doce e meiga, foi como a Bá da primeira versão de Pecado Capital, Globo, 1972, que teve um de seus trabalhos mais destacados.

Teve também participação em novelas – todas globais – como O Primeiro Amor, O Casarão, Escalada, Chega Mais e Final Feliz, onde vivia Dona Sinhá, seu último papel.

O vídeo mostra a chamada para a estréia de Final Feliz onde Elza Gomes é destacada como participação especial, em meio aos grandes artistas do elenco da novela.




Curiosidades
<> Teve dois casamentos. O segundo, com o ator André Villon, durou 46 anos.
<> Em cinema teve participação em 15 filmes.
<> Além de ter sido estrela da Companhia de Procópio Ferreira, chegou a montar a sua própria, juntamente com Cazarré. Trabalhou vários anos na Companhia de Eva Todor e Luis Iglesias.
<> Já hospitalizada e dias antes de morrer, oficializou sua união, casando-se oficialmente com André Villon, com quem já vivia havia 46 anos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Tributo - 35

Clodovil Hernandes

Faleceu dia 17 de março de 2009 o estilista, apresentador e deputado federal Clodovil Hernandes. Ele sofreu um AVC na segunda-feira, 16 e estava internado na UTI de um hospital em Brasília . Clodovil estava em coma induzido e a morte cerebral foi constatada na manhã da terça-feira, dia da sua morte.

Nascido em Elisiário, interior de São Paulo, 17 de junho de 1937, era homossexual assumido e ficou conhecido tanto pelo talento na arte de estilista de moda, como pelo seu caráter polêmico, principalmente por criticar companheiros de trabalho.

Adotado por um casal de imigrantes espanhóis – Domingo Hernández e Isabel Sánches – nunca conheceu seus verdadeiros pais. Estudou em colégio de padres. Já adulto, tornou-se estilista de alta-costura, passando a rivalizar com outro grande nome dos anos 60, Dener.

Professor, ganhou fama e passou a ser mais conhecido do grande público quando entrou para a televisão, principalmente após participar e ganhar o prêmio máximo do programa 8 ou 800, da Globo, apresentado por Paulo Gracindo, onde respondia perguntas sobre a vida de Dona Beija.

Nos anos 80 apresentou o então revolucionário TV Mulher, na Globo, tendo como companheiros Marta Suplicy, Marília Gabriela, Ester Góes e Ney Gonçalves Dias. Conseguiu entrar em atrito com todos.

Em 1992, na Manchete, apresentou Clodovil Abre o Jogo, onde seu bordão “olhe para a lente da verdade e diga”, ficou famoso. Em maio de 2001 passou a apresentar, na Gazeta, o Mulheres, ao lado de Christina Rocha, que era vítima das críticas do apresentador – grosseiro e deselegante – ao vivo.

Em 2003, estreou na Rede TV!, apresentando o A Casa é Sua, quando novamente criou polêmica ao ser vítima dos companheiros do programa Pânico na TV. Em 2005, cansado das brincadeiras de mau gosto, fez uma crítica ao vivo aos companheiros e deixou o programa em pleno ar, sendo demitido logo em seguida.

Finalmente em 2007, estreou na TV JB o programa Por Excelência, mas acabou saíndo por problemas de saúde.

Entrou para a política em 2006, elegendo-se deputado federal pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão) com a terceira maior votação da história para tal cargo em São Paulo. Em setembro de 2007, trocou de legenda, filiando-se ao PR (Partido da República).

O corpo será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo e enterrado no cemitério do Morumbí no jazigo da família. Seus órgãos foram doados.

Como apresentador e como político, Clodovil Hernandes dispensa apresentações. Então o Ampulheta Virtual foi buscar imagens raras de Clô - como gostava de ser chamado (ele odiava ser chamado de Clodô) - e no mínimo curiosas. O primeiro vídeo mostra-o cantando no Fantástico, da Globo, em meados na década de 80.


Como estilista de sucesso - aliás ele também odiava ser chamado de costureiro - a Valisère apostou nela para valorizar seu sutiã.

domingo, 15 de março de 2009

Reclames - 28

Hastes Flexíveis

A criatividade das peças publicitárias da Johnson & Johnson faziam a diferença no final dos anos 70, inicio dos anos 80.

O primeio vídeo mostra o garotinho que usa o "diálogo" para mostrar que precisa do Cotonete.


Já o próximo vídeo mostra que os adultos também precisam do carinho do Cotonete.

sábado, 14 de março de 2009

Atores - 12

Rômulo Arantes

Nascido Rômulo Duncan Arantes Júnior, no Rio de Janeiro, 12 de junho de 1957 e falecido em Maripá de Minas, 10 de junho de 2000, dois dias antes de completar 43 anos, num acidente aéreo de ultraleve.

Como nadador, foi campeão brasileiro de 100m nado costas; medalha de ouro na Universíade de 1977; em 1978 obteve bronze no Campeonato Mundial e prata nos Joghos Panamericanos de 1979.

Ainda esteve presente nos Jogos Olímpicos de Munique (1972), Montreal (1976) e Moscou (1990).

Como ator estreou em Brilhante, na Globo, em 1981, vivendo Omar Silva. Participou de 14 novelas e um caso especial. Seu último trabalho foi em Estrela de Fogo, na Record, em 1998.

No cinema esteve presente em quatro filmes. Estudou teatro por 12 anos.

Como ator, Rômulo Arantes Júnior criou um tipo conquistador, meio cafajeste - no bom sentido, é claro - que fez dele um galã muito querido pelas fãs e colegas de trabalho.

Um de seus melhores trabalhos foi na Manchete, em Pantanal.

O vídeo compila fotos de Rômulo Arantes Júnior como nadador e como ator e em sua intimidade de pai com Rômulo Arantes Neto. No final do vídeo, vcoê ouvirá o próprio Rômulo Arantes Júnior cantando.. Sempre um campeão.


Curiosidades
<> Rômulo Arantes, o pai, foi técnico premiadíssimo na natação do Flamengo, nos anos 60.
<> Rômulo Arantes Neto, neto do treinador e filho do ator, seguiu os passos do pai e é ator, já tendo passado pela Globo e atualmente está na Record.
<> Desde pequeno, nas piscinas do Flamengo, Rômulo Arantes Júnior era conhecido como Rominho.
<> Tinha paixão pela música e chegou a formar a banda Piloto Automático, onde atuava com os amigos Kadú Moliterno e Marcelo Serrado.

terça-feira, 10 de março de 2009

Programas Infantis - 5

Cirquinho do Arrelia

Quando Waldemar Seissel entrou para a televisão, em 1953, seu personagem, o palhaço Arrelia, já era muito famoso. Afinal, desde 1927 ele já fazia suas estripulias no circo.

O Cirquinho do Arrelia estreou na TV Paulista (hoje Globo), mas não ficou por muito tempo. No mesmo ano foi para a Record, onde o programa foi suceso de 1953 até 1974. Foram 21 anos de diversão pura para crianças e adultos num programa onde ele começou fazendo dupla com o irmão Henrique e depois com o sobrinho Pimentinha.

A maneira como se cumprimentavam apertando e gesticulando as mãos de forma sincronizada e dizendo o bordão que ficou famoso: “como vai, como vai, como vai, como vai, como vai, vai, vai... muito bem, muito bem, muito bem, muito bem, muito bem, bem, bem...” Tudo isso culminando com um abraço de pernas, era a festa da criançada.
Durante tantos anos, não tinha como fugir à repetição de esquetes e piadinhas, bem como as cenas de tapas, chutes e tapas. Puro pastelão. Mas mesmo assim o sucesso era sempre crescente.

A variação ficava por conta dos convidados que entretiam o público com malabarismos, mágicas e outras cenas circenses.

Infelizmente, após inúmeras pesquisas, não conseguimos nenhum registro em vídeo do programa e dos palhaços.

Curiosidades
<> A saída de Arrelia da Record coincidiu com a entrada de Renato Aragão que estreou Os Insociáveis, embrião de Os Trapalhões.
<> Arrelia morreu em 23 de maio de 2005 vivendo, gloriosamente, 99 anos. Sete meses antes de seu centenário.
<> Pimentinha, sobrinho de Arrelia, era Walter Seyssel, filho de Paulo Seyssel, o palhaço Aleluia, irmão de Arrelia.
<> Depois que deixou a Record, Pimentinha ainda atuou nas TVs Cultura e Gazeta.
<> Pimentinha viveu muitos anos em Itu, onde faleceu em 1993, aos 68 anos de idade.
<> Pimentinha, enquanto viveu em Itu, constituiu família e era figura bastante querida e respeitada.
<> Porém a cidade e, principalmente as autoridades da época, poderiam ter feito muito mais por ele no final se sua vida.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Imagens Raras e/ou Históricas - 11

Fórmula 1 na Bandeirantes

Há anos Galvão Bueno é a "cara" do esporte na Globo. Principalmente em se falando de Fórmula 1.

Mas o grande narrador também já empunhou outros microfones como da Gazeta e da Bandeirantes.

O vídeo mostra cenas que se não são históricas, pelo menos são raras. Quem imagina Galvão Bueno narrando uma corrida de Fórmula 1 na Bandeirantes? E mais: dividindo a narração com Fernando Solera?

Pois vejam a abertura e os melhores momentos do Grande Prêmio da Argentina, 1980, na Bandeirantes. Narração de Fernando Solera e Galvão Bueno, reportagens de Álvaro José e comentários de Giu Ferreira.

Vale destacar que naquela época não haviam os recursos de efeitos e informações que temos hoje na tela e, então, eramos reféns das informações vindas dos profissionais que lá estavam.

Piquet, seco como sempre em sua entrevista, Allan Jones saindo na frente, batidas, e a bandeirada final ao próprio Jones, ficando Piquet com a segunda colocação.


Além da Globo e da Bandeirantes, a Fórmula 1 também teve suas imagens pela telinha da Tupi e até mesmo da Cultura.

Reclames - 27

DKW - Belcar

Recebo uma importante colaboração do amigo Helio - DKW, um aficcionado por carros antigos.

Depois de ter postado uma raridade que foi a propaganda do Renalt Dolphine, agora o Ampulheta Virtual ganha com mais essa peça rara que é uma propaganda dos anos 60 do DKW - Belcar.

Quero deixar o meu agradecimento ao Helio, ao mesmo tempo que deixo aberto o Ampulheta Virtual para quem quiser colaborar com textos, fotos e vídios.

Basta deixar um comentário que entro em contato.

O vídeo, repito, é uma preciosidade que vale a pena ser visto.

sábado, 7 de março de 2009

Imagens Raras e/ou Históricas - 10

Elis Regina

Tudo o que se diga sobre Elis Regina, nunca será realmente tudo.

Elis é demais, é a maior... e digo é – e não era – porque Elis não morreu.

Mas sobre Elis Regina, e muito melhor ver e ouvir do que escrever.

O vídeo mostra a última apresentação de Elis na televisão. Record, 30 de dezembro de 1981, menos de um mês de seu falecimento.
Elis Regina

quarta-feira, 4 de março de 2009

Festivais - 4

FIC 1972

Em 1972 o FIC – Festival Internacional da Canção, da Globo, teve em sua fase nacional a música Fio Maravilha, de Jorge Benjor (na época Jorge Ben) como vencedora.

A música foi defendida por Maria Alcina, que surgia para o estrelato, contagiando o Maracanãzinho com sua voz grave e seu modo irreverente no vestir e nas atitudes.

Magérrima, e com 23 anos, parecia que ia partir-se em duas no palco do Maracanãzinho enquanto contagiava a galera.

Em segundo lugar uma música que apareceu e sumiu com a mesma rapidez: Diálogo, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro cantada por Tobias e Cláudia Regina, de quem nunca mais se ouviu falar.

Neste festival, o VII FIC, a Globo tentava retomar o prestigio e a credibilidade dos festivais, mas não obteve esse êxito. A emissora havia contratado Solano Ribeiro, produtor experiente dos festivais da Record, mas ainda não seria desta vez o grande festival que a Globo queria.

Em franca decadência, nem a música da fase internacional marcou como sucesso. Trata-se de Nobody calls me prophet (EUA), com David Clayton-Thomas.

O vídeo mostra parte da apresentação de Maria Alcina neste que foi o último dos FIC’s.




Curiosidades
<> Nara Leão teve de sair da presidência do júri por ter criticado o governo em uma entrevista.
<> Uma das revelações foi Raul Seixas, que teve duas músicas inscritas e que tornaram-se sucesso: Let me Sing, Let me Sing e Eu sou eu, Nicuri é o diabo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Programas Infantis - 4

Topo Gigio

Criado na Itália em 1958, por Maria Perego, com aproximadamente 20 cm de altura, Topo Gigio é um ratinho com “alma” infantil.

Popular na Itália por muitas décadas, acabou sendo conhecido em vários países, inclusive no Brasil, onde fez sucesso por duas oportunidades.

Na primeira vez que apareceu no Brasil, atuou ao lado do humorista Agildo Ribeiro no programa Mister Show, da Globo, em 1969, indo até 1971. Agildo interpretava o adulto que ensinava bons modos às crianças e o ratinho era a criança.

Na Itália, Topo contracenava com ninguém menos que Gina Lollobrigida.

Com seu sotaque peculiar e jeito meigo, conquistou adultos e crianças rapidamente. Um sem-número de produtos foram lançados com a estampa do ratinho que virou mania no Brasil inteiro no início dos anos 70.

Em 1983 o ratinho voltou ao ar no Brasil, pela Bandeirantes, no programa Boa Noite, Amiguinhos, contracenando com Ricardo Petraglia, o Rick Petra, como Topo o chamava. Mas esse programa não teve, nem de longe, a mesma repercussão do primeiro na Globo.

Em 1987, nova tentativa, também com Ricardo Petraglia, mas também sem sucesso algum. Finalmente em 2000 a Globo tentou novamente trazer o personagem para o programa Zorra Total, mas desistiu devido ao alto custo que a empresa italiana, detentora dos direitos do ratinho, exigia.

Infelizmente não conseguimos registro em vídeo de Topo Gigio com Agildo Ribeiro. Porém temos abaixo o ratinho famoso na Bandeirantes, ao lado de Rick Petra.




Curiosidades
<> Da primeira vez que esteve na TV brasileira, Topo Gigio criou pelêmica: alguns psicólogos e educadores questionaram que o ratinho era bonzinho demais e não mostrava um lado mais rebelde, que seria necessário também para a educação e formação do caráter das crianças.
<> Depois tentaram rotular o personagem de gay, devido a seus modos delicados. Maldade pura.
<> No final dos programas aparecia de pijama ou camisolão e touca e rezava antes de dormir.
<> A frase “me dá um beijinho de boa noite”, ficou famosa com as crianças repetindo com o sotaque italianado do ratinho.
<> Ele popularizou ainda mais o já sucesso Meu Limão, Meu Limoeiro, de Wilson Simonal.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Reclames - 26

Fundo do fundo do Baú

Continuando com as propagandas antigas que fomos buscar lá no fundo do baú, essa nos remete à infância mesmo.

Se não me engano é do final dos anos 50, no máximo início dos 60. A enceradeira três escovas já é peça de museu, faz tempo.

Vamos curtir o "reclame" da Cera Dominó.


Acho que o pó para refrescos Q-Suco foi o mais famoso no seguimento em todos os tempos. Há inúmeras marcas e depois do Q-Suco, o Q-Refresco também marcou.

Mas vamos ver a ingenuidade do "reclame" do Q-Suco, sendo preparado debaixo d'água. Ah, e o barco cantando pneu na água? demais...

domingo, 1 de março de 2009

Reclames - 25

Fundo do Baú

Essas fui buscar realmente no fundo do baú. Renault Dauphine e Simca Chambord.

Já postei alguma coisa aqui sobre o Renault Dauphini e Gordini, mas só em fotos e propaganda imprensa em revistas.

Mas depois de muita pesquisa, consegui um "reclame" do Renault Dauphine (Dolfine, como se fala), que é uma preciosidade.

Agradecimentos ao site de José Nelson. Vale conferir. E vejam que se destaca a economia. O Dauphine chegava a fazer 16 km com um litro de gasolina. É mole?


Já o Simca era um misto de elegância, o Chambord e esportividade, o Tufão.

O vídeo é a propaganda do Simca Chambord. Vale destacar que - naquela época - não havia o limite de velocidade e, por isso, o automóvel chegava facilmente aos 145 km/h.

"O carro mais próximo da perfeição que você pode comprar". É mole?